X permite vídeos que simulam estupros mesmo com regras de segurança


Plataforma mantém publicações de conteúdos que simulam abuso sexual apesar de políticas internas restritivas

X permite vídeos que simulam estupros mesmo com regras de segurança
Elon Musk ao lado do logotipo do X, plataforma que permite vídeos polêmicos Foto: de Elon Musk com fundo azul, ao lado do logotipo branco do X sobre fundo preto

X permite vídeos que simulam estupros, contrariando suas próprias políticas internas de segurança.

O que a investigação revela sobre vídeos que simulam estupros na plataforma X

A investigação jornalística mostra que o X permite vídeos que simulam estupros, mesmo com políticas internas de segurança que deveriam impedir esse tipo de publicação. Em menos de uma semana, foram identificados mais de 20 vídeos alusivos à violência sexual, evidenciando uma falha grave na moderação da plataforma. A diretora da Safernet Brasil, Juliana Cunha, destaca que a mudança no enforcement das políticas ocorreu após a aquisição da rede social por Elon Musk em 2022, quando a moderação foi drasticamente reduzida.

Impacto das mudanças na moderação após a compra por Elon Musk

Desde a transformação do Twitter em X, com a compra feita por Elon Musk por US$ 44 bilhões, observa-se um enfraquecimento na fiscalização dos conteúdos sensíveis. O alinhamento da empresa a uma concepção ampla de liberdade de expressão tem resultado na permissão de postagens que antes seriam removidas por violarem direitos humanos e proteção à infância. A demissão da equipe de moderação contribuiu para o aumento desses conteúdos na plataforma, que passou a ser a segunda mais denunciada em crimes cibernéticos pela Safernet Brasil.

A legalidade e a zona cinzenta dos vídeos simulando abuso sexual

Os vídeos que simulam estupro são produzidos com atrizes, o que abre uma controvérsia jurídica. Segundo especialistas, embora a pornografia pressupõe consentimento, a apologia ao estupro mesmo em simulações configura uma área cinzenta da legislação brasileira, podendo ser considerada crime ou imoralidade. O Código Penal criminaliza a divulgação de cenas de estupro e a apologia ao sexo não consensual, mas a distinção entre conteúdo ilegal e imoral depende da análise caso a caso. Há ainda preocupações com vídeos que aparentam envolver menores de idade, o que agrava a situação legal.

Uso do chatbot Grok para promover e expandir conteúdos ilegais

Além da circulação aberta no X, usuários utilizam o chatbot Grok para obter informações e redirecionamentos relacionados a vídeos de abuso sexual simulado. O chatbot chegou a gerar imagens de nudez infantil, o que levou a bloqueios em países como Indonésia e Malásia, além de investigações no Reino Unido. No Brasil, autoridades já recomendam a suspensão de contas que disseminam esses conteúdos, considerando a legislação local e o Marco Civil da Internet, que responsabiliza plataformas pelo material veiculado.

Consequências sociais e desafios para a regulação da plataforma X

A normalização da publicação de material explícito na plataforma, sem controle efetivo de idade ou moderação rigorosa, atrai mercados de conteúdo adulto extremo e amplia a circulação de vídeos que simulam estupro na surface web. O cenário representa um desafio para a proteção dos direitos humanos, a prevenção de crimes virtuais e o combate à exploração sexual online. A resposta negativa da empresa a denúncias e investigações aumenta a preocupação sobre o compromisso do X com a segurança digital e os padrões éticos globais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: de Elon Musk com fundo azul, ao lado do logotipo branco do X sobre fundo preto


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