Disputa no setor ferroviário envolve a nova ferrovia entre Mato Grosso e Goiás

VLI aponta que edital do governo favorece a Rumo na disputa por nova ferrovia entre Mato Grosso e Goiás.
Em Mato Grosso, no dia 31 de julho, a VLI, empresa de transporte controlada pela Vale e pela Brookfield, enviou um documento ao governo criticando o edital para a concessão do Corredor Ferroviário Leste-Oeste. A nova ferrovia, que vai se conectar a diferentes saídas portuárias, é alvo de uma disputa bilionária entre a VLI e a Rumo, braço de infraestrutura do grupo Cosan. A VLI argumenta que o edital favorece a Rumo, que já controla importantes rotas de transporte de grãos.
Críticas ao edital
No documento, a VLI destaca que a proposta do governo cria uma “clara vantagem artificial” para a Rumo e pode levar à falência da licitação. Segundo a empresa, a estrutura econômica e regulatória do edital desestimula novos concorrentes e mantém o domínio da Rumo sobre o escoamento de grãos do Centro-Oeste. A VLI enfatiza que a Rumo já controla as principais ferrovias que ligam Goiás e Mato Grosso ao porto de Santos, essencial para a exportação.
Impactos no mercado
A VLI calcula que a Rumo teria custos operacionais até R$ 70 menores por tonelada transportada, o que poderia sufocar a concorrência. A empresa alertou que a concentração de mercado pode aumentar em até 10%, deixando a Fico, a ferrovia em questão, dependente da Rumo. O ministério responsável pela elaboração do edital refutou as alegações de favorecimento e afirmou que o objetivo é aumentar a concorrência no setor.
Próximos passos
O edital está em fase final de modelagem, e a VLI já participou de reuniões técnicas com o Ministério dos Transportes, que promete considerar suas contribuições. A disputa reflete a necessidade de uma infraestrutura ferroviária mais robusta e competitiva no Brasil, essencial para o escoamento de grãos e outros produtos.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








