Felício Ramuth defende trabalho conjunto após desavenças públicas sobre ações de combate ao crack

Felício Ramuth se posiciona após críticas de Mello Araújo sobre ações do governador no combate à cracolândia.
Vice-governador critica posicionamento do vice-prefeito sobre cracolândia
O tema da cracolândia em São Paulo voltou a ser pauta de discussão após o vice-governador, Felício Ramuth (PSD), rebater críticas feitas pelo vice-prefeito da capital, coronel Ricardo Mello Araújo (PL). Em declarações recentes, Mello Araújo questionou publicamente as ações do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no combate ao tráfico de drogas na região central da cidade.
Ramuth, responsável pelas ações estaduais de combate ao crack, afirmou que a cobrança feita por Mello Araújo foi um erro. “Cada um tem seu estilo e experiência em gestão, mas para mim é um erro fazer este tipo de cobrança aos mandatários dos cargos. Eles que de fato representam suas instituições”, destacou. O vice-governador enfatizou a necessidade de uma abordagem colaborativa entre os diferentes níveis de governo.
Críticas à gestão da cracolândia
Em entrevista à Folha, Mello Araújo expressou descontentamento por não ter recebido crédito pelas ações que visam o fim da cracolândia, rotulando uma declaração de Tarcísio como “grande enganação”. O governador, segundo Mello, atribuiu o progresso no combate ao fluxo de drogas na área à desocupação da favela do Moinho, o que o vice-prefeito considera uma simplificação do problema.
Ramuth, ao responder, esclareceu que a declaração do governador se referia à operação policial que resultou na prisão de Léo do Moinho, um indivíduo acusado de liderar o tráfico na área, e que essa operação ocorreu antes da posse de Mello como vice-prefeito. Para Ramuth, a crítica de Mello Araújo demonstra um equívoco de entendimento sobre o que foi dito por Tarcísio.
Mantendo a parceria entre governo e prefeitura
Apesar das divergências, Felício Ramuth assegurou que não haverá mudanças na parceria entre o governo do estado e a prefeitura no combate ao tráfico e à cracolândia. Ele enfatizou que o trabalho deve ser coletivo e não individual, e que todos os órgãos envolvidos têm um papel a desempenhar na solução desse problema complexo.
As declarações de ambos os vice-governadores refletem a tensão existente entre as diferentes esferas do governo em relação ao combate ao tráfico de drogas, um tema que continua a gerar controvérsias e discussões na sociedade paulista. Enquanto Ramuth defende a importância da colaboração, Mello Araújo expressa a necessidade de reconhecimento das ações que considera efetivas. O futuro das políticas públicas na área de segurança e saúde mental em São Paulo dependerá, em grande parte, da capacidade de diálogo entre esses líderes.
Fonte: www1.folha.uol.com.br








