Estratégias de defesa nacional em meio a tensões com o governo norte-americano

Em meio a tensões com os EUA, Venezuela mobiliza civis e militares para defesa nacional.
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, ordenou a mobilização de civis e militares para a defesa nacional, em resposta aos ataques dos EUA a barcos venezuelanos no Caribe. A estratégia visa articular a população na proteção da soberania do país, seguindo a doutrina militar inspirada em experiências de guerra assimétrica.
Mobilização civil e militar
Civis estão recebendo treinamento em armamentos antitanques, enquanto o governo distribui armas para aqueles comprometidos em defender a Venezuela. Maduro destacou a importância de unir forças contra a “guerra não declarada” promovida por Washington. Exercícios militares, como o Escudo Bolivariano, mobilizam centenas de milhares de tropas e simulam ações de defesa.
Doutrina militar venezuelana
A atual doutrina militar, que se originou após o golpe de 2002, busca transformar a estrutura das Forças Armadas, expandindo e modernizando suas capacidades defensivas. Inspirada nos princípios de Ho Chi Minh e Vo Nguyen Giap, a estratégia admite a perda de território inicial em conflitos, visando desgaste prolongado do inimigo.
Desafios e incertezas
Apesar da mobilização, existem incertezas sobre a efetividade dessa coordenação civil-militar em um possível conflito. A possibilidade de um golpe interno e a falta de clareza sobre os planos dos EUA para a Venezuela complicam ainda mais a situação. A lógica da doutrina bolivariana é que a dissuasão é fundamental para evitar um cenário de guerra semelhante ao Iraque na América Latina.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








