Cerimônias emocionantes marcam o sepultamento de PMs após ação letal

Os corpos dos policiais militares mortos na operação Contenção foram velados em cerimônias marcantes no Rio de Janeiro. A ação deixou 121 mortos, incluindo quatro agentes de segurança.
Na quinta-feira, 30 de outubro de 2025, os corpos dos dois policiais militares mortos durante a Operação Contenção foram velados na sede do Bope (Batalhão de Operações Especiais), em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro. A ação, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, é considerada a mais letal do país, com 121 mortos, segundo o balanço mais recente do governo fluminense.
Cerimônias emocionantes
O sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste. O cortejo, com cerca de 40 quilômetros de extensão, contou com a presença de dezenas de viaturas e motocicletas da PM. A viúva, Jéssica, e os filhos do sargento prestaram homenagem vestindo camisas do batalhão. O secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, participou da cerimônia e ressaltou que Heber será um exemplo para a corporação, afirmando: “Ninguém vai parar a gente”.
Lamentações e promessas
O sargento Cleiton Serafim Gonçalves, 40 anos, também perdido na operação, foi sepultado no Cemitério Municipal de Mendes, no interior do estado. Além dos dois PMs, dois policiais civis foram mortos na mesma ação. O comissário Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, conhecido como Máskara, foi enterrado na quarta-feira, enquanto Rodrigo Velloso Cabral foi sepultado no Memorial do Rio. O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, prometeu que os ataques não ficarão impunes.
Impactos da operação
O governador Cláudio Castro classificou a operação como “um sucesso”, apesar das mortes, e anunciou que os policiais falecidos serão promovidos postumamente. O balanço oficial do governo indica que 121 pessoas morreram, entre elas quatro policiais. Inicialmente, o número era de 64, mas foi atualizado após moradores retirarem corpos de uma área de mata e os levarem a uma praça próxima. Ao todo, dois policiais militares continuam internados em estado grave, enquanto outros sete estão estáveis, com previsão de alta.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








