Valdemar Costa Neto fala sobre planejamento de golpe no Brasil


Declarações polêmicas durante evento em Itu

Valdemar Costa Neto fala sobre planejamento de golpe no Brasil
Valdemar Costa Neto durante painel em evento equino. Foto: N/A

Valdemar Costa Neto admitiu que houve planejamento de golpe no Brasil, mas afirmou que não se configurou crime. Declarações foram feitas em evento em Itu.

No último sábado (13), Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, afirmou que “houve um planejamento de golpe” de Estado no Brasil, mas sustentou que o movimento não configurou crime. A declaração foi dada durante participação no Rocas Festival, um evento de luxo do setor equino, realizado em Itu, no interior de São Paulo.

Segundo Valdemar, “o golpe não foi crime” porque não chegou a ser consumado. Ele comparou a situação a um homicídio planejado, mas não executado. “Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente. No Brasil, a lei diz o seguinte: se você planejar um assassinato, mas não fez nada, não tentou, não é crime”, disse ele. O presidente do PL criticou a interpretação do Supremo Tribunal Federal sobre os eventos de 8 de janeiro, afirmando que os atos não configuram um verdadeiro golpe.

Anistia e apoio no Congresso

Durante o evento, Valdemar Costa Neto também reforçou a defesa do projeto de anistia para os condenados por envolvimento nos atos de 8 de janeiro. Ele destacou que a “luta da direita” agora deve ser no Congresso, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Esquece o Supremo, isso já acabou. Agora nós temos que resolver no Senado e Câmara e aprovar a anistia”, afirmou. O dirigente do PL mencionou que partidos como PP e União Brasil já estão comprometidos com a proposta e cobrou apoio de outros partidos.

Consequências da condenação de Bolsonaro

As declarações de Valdemar ocorreram dois dias após o STF condenar Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, entre outros. Outros sete réus também foram condenados, incluindo ex-ministros e membros das Forças Armadas, o que gerou repercussão significativa no meio político.

Eleições de 2026 e união da direita

Valdemar também tratou das eleições presidenciais de 2026, afirmando que a direita só terá chances de vencer se houver união entre figuras políticas como Bolsonaro e outros líderes. Ele acredita que apenas Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro teriam condições de derrotar o presidente Lula. O dirigente projetou que a oposição deve eleger ao menos 45 senadores em 2026, o que daria maioria à direita no Congresso. “Temos que ter um governo de direita com o Congresso na palma da mão”, concluiu.


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