Cuidado e prática são essenciais para obter informações precisas

Especialistas alertam para os riscos de utilizar chatbots para questões de saúde, enfatizando a importância de cautela.
Em junho de 2024, uma pesquisa do grupo KFF revelou que cerca de 1 em cada 6 adultos recorre a chatbots para obter informações sobre saúde. Essa prática tem aumentado, mas especialistas ressaltam os riscos envolvidos. De acordo com Ainsley MacLean, ex-diretora de IA do Grupo Médico Mid-Atlantic Permanente, é vital ter cautela ao solicitar diagnósticos ou conselhos médicos de chatbots.
A importância do contexto e das perguntas
Os chatbots são eficazes para ajudar na formulação de perguntas para médicos e para simplificar jargões médicos. Contudo, é crucial fornecer contexto detalhado ao interagir com esses sistemas, como idade e histórico médico. Isso aumenta a precisão das respostas, segundo Robert Pearl, autor de “ChatGPT, MD”. Além disso, recomenda-se que os usuários pratiquem a formulação de perguntas e analisem criticamente as respostas recebidas.
Riscos de privacidade e segurança
A privacidade é uma preocupação significativa no uso de chatbots, uma vez que muitos não estão em conformidade com a Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde (HIPAA). Ravi Parikh, da Universidade Emory, alerta para o cuidado ao compartilhar informações pessoais. Para mitigar riscos, muitos chatbots oferecem modos anônimos ou estão alinhados à HIPAA.
A necessidade de pensamento crítico
Os especialistas enfatizam que, embora os chatbots possam fornecer informações úteis, eles não substituem a avaliação médica. Michael Turken, da Universidade da Califórnia, destaca que esses sistemas frequentemente não fazem perguntas cruciais que um médico faria. Portanto, encoraja-se os usuários a solicitarem perguntas de acompanhamento e a permanecerem engajados no diálogo.
Conclusão
Os chatbots de saúde oferecem um serviço valioso, mas é fundamental utilizá-los com discernimento. A prática e a verificação das informações são essenciais para garantir que a interação com essas tecnologias seja segura e produtiva.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








