Uruguai aprova a legalização da eutanásia


Senado uruguaio aprova projeto que descriminaliza a morte assistida

Uruguai aprova a legalização da eutanásia
Senadores debatem a legalização da eutanásia. Foto: Santiago Mazzarovich/AFP

O Senado do Uruguai aprovou a legalização da eutanásia em 15 de outubro de 2025.

O Senado do Uruguai aprovou, em 15 de outubro de 2025, um projeto de lei que legaliza a eutanásia em todo o território nacional. Apelidada de “Morte Digna”, a iniciativa é promovida pela Frente Ampla, coalizão de partidos de esquerda, e visa descriminalizar a morte assistida sob certas condições. A Câmara dos Deputados já havia aprovado o projeto em agosto, e agora segue para sanção ou veto do presidente uruguaio, Yamandú Orsi, que já demonstrou apoio ao projeto.

Contexto e aprovação

O texto da lei é debatido há mais de uma década no Uruguai, e a maioria da população é favorável à sua aprovação, segundo pesquisas. A Frente Ampla considera a legalização da eutanásia uma das 15 prioridades legislativas de 2025. O projeto estabelece que o paciente deve passar por várias etapas e deixar seu desejo registrado na presença de testemunhas.

Impacto na sociedade

Com a legalização, o Uruguai se junta a um grupo seleto de países que permitem a eutanásia, incluindo Canadá, Países Baixos, Nova Zelândia e Espanha. Na América Latina, a Colômbia já descriminalizou a eutanásia em 1997, e o Equador seguiu o mesmo caminho no ano passado. Beatriz Gelós, de 71 anos, é uma das primeiras candidatas à eutanásia, convivendo com a ELA há mais de 20 anos. Ela afirma que “chegou a hora” de encerrar o debate sobre o tema.

Oposição e preocupações

Apesar do apoio, a lei enfrenta resistência, incluindo a Igreja Católica, que expressou “tristeza” com a aprovação. Críticos argumentam que o projeto é “deficiente e perigoso”, afirmando que as pessoas mais vulneráveis podem ser deixadas desprotegidas. Segundo uma pesquisa de maio, 62% dos uruguaios apoiam a legalização da eutanásia, enquanto 24% se opõem ao projeto.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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