União Brasil critica PT em evento sobre segurança pública


Lideranças do partido se reúnem em Curitiba e destacam falhas na gestão da segurança na Bahia

União Brasil critica PT em evento sobre segurança pública
Lideranças do União Brasil reunidas em Curitiba. Foto: Catarina Scortecci/Folhapress

Evento do União Brasil em Curitiba foca na segurança pública e critica gestão do PT na Bahia.

União Brasil coloca segurança pública em pauta nas eleições de 2026

Na noite de quinta-feira (27), em Curitiba, o União Brasil realizou um evento chamado ‘SOS Segurança Pública’, reunindo lideranças do partido para discutir a segurança no Brasil. O encontro foi marcado por críticas contundentes à gestão do PT na Bahia, estado que, segundo os participantes, apresenta altos índices de violência e criminalidade.

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, foi um dos principais oradores e destacou que as cidades mais violentas do país estão localizadas na Bahia, governada pelo PT há 20 anos. Neto questionou a eficácia das políticas do partido, afirmando: “Se quiserem ver como o PT trata a questão da segurança pública, olhem para a Bahia”. Segundo ele, a população pobre é a mais afetada pela violência, o que levanta questões sobre a capacidade do governo de cuidar dos mais vulneráveis.

Críticas ao governo federal e propostas de mudança

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, também se fez presente e expressou descontentamento com a abordagem do governo federal em relação à segurança. Ele criticou o projeto de lei Antifacção, que passou por modificações na Câmara, e chamou a versão original de “porcaria”. Derrite afirmou que a visão do governo é “romântica” e não condiz com a realidade enfrentada pelas forças de segurança.

“Foi o próprio presidente da República que falou pouquíssimo tempo atrás que o traficante é uma vítima”, comentou Derrite, referindo-se à necessidade de uma abordagem mais dura em relação à segurança pública.

Sergio Moro defende endurecimento das penas

O evento também contou com a participação do senador Sergio Moro, que é pré-candidato ao governo do estado em 2026. Durante sua fala, Moro defendeu o endurecimento das penas como uma solução para a crise de segurança. Ele afirmou que é necessário mudar a narrativa de que prender não resolve, enfatizando que a legislação penal precisa ser mais rigorosa. “Chega de dizer que prender não resolve. Resolve sim. E precisou morrer seis policiais no Rio de Janeiro para a gente conseguir avançar na legislação penal”, disse o senador.

O posicionamento do União Brasil

Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, também fez declarações durante o evento, afirmando que a Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro, “sensibilizou todo o país” e que há um respaldo social para a adoção de medidas mais enérgicas contra o crime organizado. Para Rueda, a pauta de segurança pública é uma questão de direita, e o PT não quer lidar com a realidade da criminalidade.

O evento teve como pano de fundo a crescente preocupação com a segurança no Brasil, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. O União Brasil parece estar se posicionando como um partido que prioriza a segurança pública, buscando capitalizar nas falhas percebidas na gestão do PT.

Conclusão

Com o evento em Curitiba, o União Brasil reforçou sua estratégia de colocar a segurança pública no centro do debate eleitoral. A crítica ao PT na Bahia e a defesa de um endurecimento nas políticas de segurança refletem a postura do partido em se apresentar como uma alternativa ao governo atual, que enfrenta desafios significativos nessa área.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Catarina Scortecci/Folhapress


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