Moradores enfrentam traumas e baixa movimentação nas ruas

Moradores do Complexo do Alemão e da Penha vivem uma realidade de medo e luto após operação que resultou em 121 mortes.
Em Rio de Janeiro, 4 de outubro de 2025, a realidade nas favelas da Penha e do Complexo do Alemão é de medo e trauma, uma semana após a Operação Contenção, que resultou na morte de 121 pessoas. Moradores relatam baixa movimentação nas ruas, comércio esvaziado e escolas reabrindo sem a adesão esperada.
Impactos da operação
As ruas silenciosas e casas marcadas por tiros refletem a intensidade da operação policial. Raull Santiago, ativista local, expressa a gravidade da situação: “Nada com essa intensidade, desse tamanho, a gente tinha visto. A favela se reinventa, mas os traumas ficam.” As crises emocionais afetam até os mais jovens, como evidenciado por Rafaela França, mãe de crianças autistas, que relata crises intensas na filha desde a operação.
A rotina nas comunidades
Apesar da normalização aparente, a rotina ainda é marcada por traumas. Rafaela, que coordena uma ONG, menciona o esforço de garantir o básico para as crianças, ressaltando que muitos ainda sentem os efeitos da operação. A baixa movimentação nas escolas indica a dificuldade de retorno ao cotidiano. Uma mãe, ao sair para comprar pão, ouviu tiros e descreveu o susto e a sensação de insegurança que perdura.
O luto contínuo
A operação deixou um sentimento de abandono entre os moradores. Gabriele Souza, residente de Nova Brasília, expressa a tristeza e a sensação de vulnerabilidade: “É muito triste. E eu te pergunto: acabou o tráfico? Não acabou, e nem vai.” Enquanto isso, as autoridades afirmam que a operação foi necessária para combater o Comando Vermelho. No entanto, a sensação de luto e insegurança continua a dominar a vida dos cidadãos da Penha e do Alemão.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








