Desafios e soluções para a adoção em larga escala de ônibus elétricos no país

Entenda os desafios para a adoção de ônibus elétricos no Brasil e as experiências internacionais que podem servir de exemplo.
A transição para ônibus elétricos no Brasil enfrenta grandes desafios, mesmo diante da necessidade urgente de reduzir emissões de poluentes. A eletrificação do transporte público é uma solução viável, mas para ganhar escala, é necessário superar obstáculos significativos.
Principais desafios para a adoção de ônibus elétricos
- Custo elevado: O preço de compra de um ônibus elétrico pode ser de três a cinco vezes maior que o de um modelo a diesel. Embora a energia e a manutenção sejam mais baratas, o investimento inicial se torna um entrave.
- Infraestrutura inadequada: Substituir os veículos é apenas uma parte da solução; é preciso redesenhar todo o sistema de transporte, incluindo a criação de pontos de recarga e uma rede elétrica reforçada. Muitas cidades enfrentam dificuldades em conectar as garagens à rede elétrica.
- Modelo de negócio: O tradicional modelo de concessões de transporte não é adequado para suportar altos investimentos. Novas formas de financiamento, como Parcerias Público-Privadas, estão sendo testadas para viabilizar a troca da frota.
Exemplos internacionais
Cidades como Shenzhen, na China, e Santiago, no Chile, têm se destacado na adoção de ônibus elétricos. Shenzhen foi a primeira cidade a ter 100% de sua frota elétrica, um feito alcançado por meio de planejamento integrado e subsídios governamentais. Santiago e Bogotá também adotaram o modelo de arrendamento de frota, que minimiza riscos financeiros para as operadoras.
Situação atual no Brasil
Atualmente, apenas cerca de 0,3% da frota nacional de ônibus é elétrica, com São Paulo liderando com 961 ônibus, cerca de 6% do total. Para que a adoção em larga escala ocorra, é essencial uma coordenação eficaz entre municípios, governos e fabricantes, além de modelos financeiros que evitem repasses de custos aos passageiros.
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