Tragédia familiar em Santo Antônio da Platina com mortes em sequência


Padrasto e enteado falecem em intervalo de um dia devido a complicações de saúde

Tragédia familiar em Santo Antônio da Platina com mortes em sequência
João e Vitor faleceram com um dia de diferença. Foto:

Padrasto e enteado faleceram em Santo Antônio da Platina, um dia após a internação de Vitor, de 16 anos, por complicações de saúde.

Tragédia familiar em Santo Antônio da Platina

Em Santo Antônio da Platina, Paraná, um caso trágico envolvendo um padrasto e seu enteado culminou em duas mortes em um curto intervalo de tempo. João Gonçalves, de 55 anos, e Vitor da Silva, de 16 anos, faleceram com apenas um dia de diferença. Vitor estava internado devido a complicações de saúde provocadas pelo uso de cigarros eletrônicos, enquanto a morte de João ocorreu em um momento de desespero familiar.

Internação e complicações de saúde

De acordo com Angélica da Silva, mãe de Vitor, o jovem começou a apresentar sintomas no dia 22 de setembro, incluindo vômitos e dor de garganta. Diante do quadro preocupante, foi levado ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, onde médicos diagnosticaram falência renal e infecção pulmonar, resultando na necessidade de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante sua internação, Vitor revelou à mãe que estava usando cigarros eletrônicos há aproximadamente dois meses, o que, segundo os médicos, causou lesões em sua garganta.

O infarto fulminante de João

No dia 23 de setembro, João foi ao hospital visitar Vitor, mas apresentou sintomas de ataque cardíaco ainda na recepção. Angélica descreveu a cena angustiante em que viu os médicos correndo, sem entender o que estava acontecendo. Ele não chegou a ver o enteado, pois sofreu um infarto fulminante antes de entrar na UTI. A morte de João foi sentida profundamente pela família, que já enfrentava a angústia da internação de Vitor.

A dor da perda

Após o sepultamento de João, que ocorreu no dia 24 de setembro, Angélica recebeu a notícia devastadora de que Vitor havia entrado em parada cardiorrespiratória. “Eu vi o meu filho começando a morrer. Todos os médicos correram para lá e eu falei ‘meu Deus, de novo não’”, desabafou Angélica, que se viu diante da dor insuportável de perder seu único filho tão rapidamente após o marido.

Relações familiares e apoio

João e Angélica estavam juntos há oito anos e tinham uma relação próxima com Vitor, que era tratado como filho. Angélica lembra que João havia batizado Vitor e o ajudado a conseguir um emprego, evidenciando o laço forte entre eles. A tragédia trouxe à tona a dor de uma família que viu suas vidas mudarem drasticamente em apenas dois dias.

Conclusão

Com a morte de ambos, Angélica expressou sua tristeza ao afirmar que a maior dor do mundo é enterrar um filho. A situação desesperadora e a sequência de eventos trágicos deixaram uma marca indelével na vida dessa família. Enquanto as autoridades aguardam a emissão do atestado de óbito e a comunidade reflete sobre a tragédia, a história de João e Vitor serve como um chamado à reflexão sobre os riscos associados ao uso de cigarros eletrônicos e a fragilidade da vida.

Fonte: tnonline.uol.com.br


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