A premiação destaca a excelência da casa lírica em 2025

O Theatro Municipal é reconhecido pelo segundo ano consecutivo como o melhor teatro lírico de São Paulo, equilibrando tradição e inovação.
Na sexta-feira à noite, 6 de outubro de 2025, o Theatro Municipal de São Paulo recebeu uma apresentação marcante da Ópera de Paris, que trouxe trechos de “Carmen”, composta por George Bizet. A performance incluía o barítono Luis-Felipe Sousa e a soprano Lorena Pires, ambos brasileiros, refletindo a modernização da casa, que foi eleita o melhor teatro lírico da cidade pelo segundo ano consecutivo pelo júri da Folha.
A proposta de renovação no repertório
De acordo com Andrea Caruso Saturnino, superintendente geral do Theatro, a instituição busca harmonizar sua programação com as demandas contemporâneas. Essa abordagem foi exemplificada na montagem de “O Guarani”, que, além de manter a narrativa original sobre o amor entre um indígena e uma mulher de origem portuguesa, incorporou uma nova visão sob a direção do ativista Ailton Krenak. A produção incluiu um elenco indígena e modificou a representação do protagonista Peri, que agora é associado aos guarani do Jaraguá. Segundo Andrea, “é ilusão tentar montar uma obra exatamente como era há 200 anos, pois os corpos, as mentes e o público mudaram”.
Inovações na programação
Outra produção que contará com uma nova abordagem é “Les Indes Galantes”, de Jean-Philippe Rameau, prevista para estrear em novembro de 2025. A coreografia da montagem será criada pela artista senegalesa Bintou Dembélé, que unirá elementos de dança urbana à música barroca. Além disso, a temporada de 2025 também apresentou produções mais contemporâneas, como “Porgy and Bess”, de George Gershwin, que foi montada com um elenco majoritariamente negro sob a direção de Grace Passô. Esta escolha foi uma exigência para a obtenção dos direitos da obra, e a diretora trouxe uma nova perspectiva à narrativa, impactando positivamente a experiência das solistas.
Futuro do Theatro Municipal
O Theatro Municipal planeja continuar essa estratégia de mesclar obras clássicas e novas em sua temporada de 2026, que começará em fevereiro com “O Amor das Três Laranjas”, de Sergei Prokofiev. Segundo Andrea, “fugir da repetição de títulos mais conhecidos é um jeito de manter a ópera relevante no século 21, mas sem abrir mão da excelência.”
Notícia feita com informações do portal: guia.folha.uol.com.br








