Terapia para grupos em luto transforma a recuperação em São Paulo


Unidades básicas de saúde da capital paulista oferecem acompanhamento psicológico para adultos enfrentando perdas, com dinâmicas que incluem música e objetos simbólicos

Terapia para grupos em luto transforma a recuperação em São Paulo
Pinhas de eucalipto fazem parte de exercício proposto na terapia Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

Unidades básicas de saúde em São Paulo promovem terapia para grupos em luto, auxiliando adultos a enfrentar perdas com suporte psicológico coletivo.

Confira a programação e funcionamento das sessões de terapia para grupos em luto

As unidades básicas de saúde (UBS) de São Paulo oferecem sessões de terapia para grupos em luto voltadas para adultos, conduzidas por psicólogos. Na UBS Jardim Colombo, localizada na região de Vila Sônia, zona oeste da capital, os encontros acontecem às segundas-feiras, às 16h, com duração aproximada de 50 minutos. As sessões são abertas a pessoas que buscam acolhimento e podem ser acessadas mediante encaminhamento na UBS de referência de cada usuário. Durante os encontros, são utilizadas dinâmicas que envolvem música, cartas, plantio de feijões e objetos simbólicos, como pinhas de eucalipto, para facilitar a elaboração do luto.

Terapia para grupos em luto: recursos e dinâmicas que fortalecem o processo de superação

A terapia para grupos em luto utiliza múltiplos recursos para auxiliar os participantes a expressar seus sentimentos e vivenciar o processo de perda de forma coletiva. A psicóloga Pamella Becegati, responsável pela condução do grupo na UBS Jardim Colombo, destaca a importância da música como instrumento reflexivo, promovendo a conexão com memórias e emoções profundas. Exercícios como o uso de diários para escrever cartas a entes queridos falecidos e a reflexão sobre objetos como pinhas de eucalipto estimulam a introspecção e ajudam a manejar o sofrimento. Essas práticas têm como objetivo fortalecer os vínculos entre os participantes e construir um ambiente de segurança emocional.

Impactos do luto não elaborado e o papel das UBS na saúde mental da população

O luto é uma experiência natural, porém pode se tornar um transtorno mental quando prolongado e não elaborado adequadamente. Segundo dados recentes, o Ministério da Saúde reconhece o luto prolongado como condição que pode desencadear ansiedade, depressão e isolamento social. As UBS desempenham papel fundamental ao oferecer atendimento psicológico individualizado ou em grupo, contando com equipes multiprofissionais que incluem assistentes sociais para encaminhamentos necessários. A abordagem coletiva possibilita aos enlutados compartilhar dores e encontrar suporte, o que pode prevenir agravamentos de saúde mental e promover a retomada das atividades cotidianas.

Experiências pessoais evidenciam a importância do suporte coletivo durante o luto

Participantes dos grupos terapêuticos relatam avanços significativos no enfrentamento da perda. Wellington Barreto dos Santos, 25 anos, descreve a transformação que vivenciou após a perda de familiares e um amigo, destacando a superação da ansiedade e o reencontro com a vida. Massumi Hirota Tunkus, 65 anos, encontrou no grupo uma sensação de pertencimento e acolhimento que não havia experimentado desde a morte do marido. Já Solange Maria de Assunção Modesto, 61 anos, ressalta a força adquirida através da troca de experiências e das dinâmicas propostas. Esses relatos ilustram como a terapia para grupos em luto pode ser um instrumento eficaz na reconstrução emocional.

Acesso e orientação para quem busca ajuda em processos de perda

Adultos que enfrentam o luto e necessitam de acompanhamento psicológico podem procurar a UBS de sua referência para iniciar o processo terapêutico, seja de forma individual ou em grupo. A equipe multiprofissional da unidade oferece acolhimento e encaminhamentos para a rede municipal quando necessário. A proposta das sessões em grupo é criar um espaço onde as pessoas se sintam compreendidas e fortalecidas para seguir adiante, minimizando os impactos negativos na saúde mental. A iniciativa conta com o apoio de associações civis voltadas à promoção da saúde, evidenciando o compromisso social com o bem-estar da população.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Rubens Cavallari/Folhapress


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