Tentativa de fritura do presidente do INSS é denunciada pelo relator da CPMI


Deputado Alfredo Gaspar critica a vice-presidente e alerta para possível desastre na presidência do INSS

Tentativa de fritura do presidente do INSS é denunciada pelo relator da CPMI
Painel

Relator da CPMI denuncia tentativa de fritura do presidente do INSS e critica a vice-presidente do órgão.

Na sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) realizada nesta terça-feira (18), o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) fez uma grave acusação sobre a vice-presidente do INSS, Lea Bressy. Segundo Gaspar, há uma tentativa deliberada de “fritura” do atual presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, por parte de Bressy, que estaria em conluio com ex-dirigentes investigados por fraudes.

Gaspar, que é o relator da CPMI que apura as fraudes nos descontos associativos do INSS, destacou que a relação próxima de Bressy com esses ex-dirigentes representa um risco significativo para a administração da previdência social no Brasil. “A senhora Lea Bressy está num processo junto com outros de fritura do atual presidente do INSS para assumir”, declarou Gaspar, enfatizando a necessidade de valorizar a imprensa que investiga e denuncia essas práticas.

Críticas à vice-presidente do INSS

Além de apontar a tentativa de desestabilização do presidente, Gaspar também criticou a postura de Bressy, que fez declarações polêmicas à imprensa após a operação que visou o ex-presidente Alessandro Stefanutto, em abril. Ele reiterou que a vice-presidente não possui a imparcialidade necessária para assumir a presidência do INSS e que sua ascensão ao cargo seria um verdadeiro desastre para a gestão do órgão. “Tanto que o ministro [da Previdência] Wolney Queiroz está praticando uma série de atos sequer convidando o atual presidente do INSS”, disse Gaspar.

Repercussão interna e silêncio oficial

A declaração de Gaspar sugere que a insatisfação com a vice-presidente é um sentimento compartilhado entre outros membros da estrutura da Previdência Social. Ele revelou que, segundo informações internas, Bressy mantém uma relação muito próxima com Stefanutto, o que poderia comprometer sua capacidade de liderar o INSS de forma imparcial.

Por outro lado, tanto Gilberto Waller Júnior quanto Lea Bressy optaram por não comentar publicamente sobre as acusações, mantendo-se em silêncio diante da crise interna que se desenrola no órgão.

Considerações sobre a situação do INSS

A situação do INSS é complexa e reflete tensões políticas que podem impactar diretamente a administração da previdência social. A CPMI continua a investigar as fraudes e a relação entre os dirigentes do órgão, enquanto a pressão sobre a vice-presidente aumenta a cada dia. As próximas semanas serão cruciais para determinar o futuro não apenas de Bressy e Waller, mas também para a gestão do INSS como um todo, em um momento em que a previdência social enfrenta desafios significativos em sua operação diária.

Diante desse cenário, a sociedade aguarda esclarecimentos e decisões que possam restaurar a confiança no INSS e garantir que as fraudes sejam efetivamente combatidas. O desfecho dessa situação pode ter repercussões duradouras para a política previdenciária no Brasil.

Fonte: www1.folha.uol.com.br


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