Entenda como produtos como matcha, quinoa e pistache afetam a natureza

Produtos como matcha, quinoa e pistache estão em alta, mas seu cultivo pode causar danos ao meio ambiente.
O aumento da popularidade de produtos como matcha, quinoa e pistache levanta preocupações sobre o impacto ambiental associado a essas tendências. Cultivos, como o do pistache, exigem grandes volumes de água, o que pode resultar em escassez hídrica em regiões secas. Além disso, o matcha, que se tornou um superalimento cobiçado, teve seus preços elevados, dificultando o acesso para consumidores locais no Japão.
O caso do pistache
O pistache, que vem ganhando popularidade global, requer mais de 10 mil litros de água para produzir um quilo. Isso se deve à necessidade de irrigação suplementar, o que pode levar à escassez hídrica. Na Espanha, a área cultivada com pistaches aumentou cinco vezes desde 2017, e a demanda continua crescendo.
O impacto do matcha
O matcha, tradicionalmente associado a cerimônias de chá no Japão, teve seu preço elevado quase três vezes em um ano, tornando-se inacessível para muitos. A demanda internacional por esse pó verde e amargo também tem aumentado, provocando consequências diretas para os produtores locais, que enfrentam dificuldades em atender essa demanda.
Quinoa: o superalimento a um preço alto
A quinoa, uma vez considerada um alimento básico na América do Sul, agora é difícil de ser adquirida pelas populações locais devido ao seu aumento de preço impulsionado pela demanda global. A exploração das terras para seu cultivo tem causado impactos negativos sobre o meio ambiente, como a degradação do solo.
Caminhos para a sustentabilidade
Organizações de comércio justo recomendam que os agricultores diversifiquem suas culturas, plantando também para mercados locais. Isso não apenas ajuda a manter a saúde do solo, mas também assegura uma fonte de renda mais estável, mesmo quando a demanda por um produto específico diminui. A responsabilidade sobre as tendências alimentares deve ser compartilhada entre os produtores e os consumidores, promovendo práticas sustentáveis desde o início.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








