Iniciativa conecta profissionais de saúde a equipes especializadas, melhorando o atendimento

O telemonitoramento de gestantes no Amazonas tem reduzido a mortalidade materna e neonatal, conectando equipes de saúde a especialistas.
Telemonitoramento de gestantes no Amazonas: uma solução inovadora
O “telemonitoramento de gestantes” no Amazonas, iniciado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em parceria com o Ministério da Saúde, tem promovido uma significativa redução da mortalidade materna e neonatal no estado. Desde sua implementação em 2022, o projeto Telepnar (Telemonitoramento de Pré-natal de Alto Risco em Áreas Remotas do Amazonas) conecta profissionais de saúde em áreas isoladas a especialistas em Manaus, facilitando o acompanhamento de gestantes de alto risco.
A importância do Telepnar para a saúde das gestantes
Com o objetivo de minimizar a mortalidade materna e neonatal, o Telepnar integra equipes de saúde locais a especialistas do Hospital Universitário Getúlio Vargas, em Manaus. Essa abordagem tem se mostrado crucial, especialmente em um estado como o Amazonas, que enfrenta desafios geográficos significativos. Muitas mulheres vivem em áreas remotas, onde o acesso a cuidados médicos é extremamente limitado. O projeto já atendeu 2.418 gestantes desde outubro de 2023.
Como funciona o acompanhamento remoto
O sistema permite que profissionais da atenção primária insiram as informações das gestantes em uma plataforma digital, que se conecta ao prontuário eletrônico do SUS. Assim, os especialistas avaliam casos, orientam as condutas e, quando necessário, indicam transferências para serviços de maior complexidade. Segundo Loraine Santos, médica de família em Iranduba, essa agilidade na comunicação tem resultado em um atendimento mais seguro e eficiente, evitando deslocamentos desnecessários à capital.
Benefícios diretos do programa nas comunidades ribeirinhas
Além de zerar a fila de espera para o pré-natal de alto risco, o Telepnar tem proporcionado acompanhamento especializado sem que as gestantes precisem se deslocar até Manaus. Com a internet disponível nas comunidades, as equipes locais podem realizar atendimentos e consultas em tempo real, o que é fundamental para mulheres que enfrentam condições de saúde complicadas, como diabetes e hipertensão gestacional. A enfermeira Tatiane Pinheiro, que vivenciou uma gestação de alto risco, destaca como o suporte remoto foi essencial para sua saúde e a do bebê.
Capacitação de profissionais locais
O projeto não se limita ao atendimento das gestantes; ele também foca na capacitação de profissionais de saúde locais. Desde sua criação, mais de 3.041 médicos, enfermeiros e parteiras foram treinados para identificar e acompanhar gestantes em risco em áreas remotas, aumentando a capacidade de resposta das equipes de saúde na região.
Conclusão: um modelo a ser seguido
A iniciativa de telemonitoramento de gestantes no Amazonas é um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para melhorar o atendimento em saúde, especialmente em áreas onde o acesso é limitado. Através de parcerias entre instituições e o uso de plataformas digitais, o Telepnar está não apenas salvando vidas, mas também transformando a maneira como os cuidados de saúde são prestados em regiões isoladas do país.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








