Governador ajusta comunicação da Sabesp em meio a desafios de abastecimento

Governador Tarcísio de Freitas ajusta comunicação da Sabesp para evitar desgaste político em meio à crise hídrica.
Aos moradores da Grande São Paulo, que enfrentam até 16 horas por dia sem água, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) ajusta a comunicação da crise hídrica para evitar desgaste político em torno de uma de suas principais bandeiras: a privatização da Sabesp. A equipe do governador avalia que um agravamento da crise poderia enfraquecer o momento considerado favorável, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando.
Monitoramento da comunicação
Após um ano de críticas e com a recuperação de Lula (PT) nas pesquisas, a atual crise na segurança pública abre espaço para propostas de Tarcísio contra a violência, um tema que tende a favorecer a direita. Mesmo com a privatização da Sabesp, Tarcísio continua a monitorar a comunicação da companhia, mantendo reuniões estratégicas com publicitários e consultores para moldar a narrativa da crise hídrica.
Críticas e desafios
A opção por desviar a Sabesp das discussões sobre a crise é alvo de críticas de parlamentares da oposição, que apontam que o governo busca tratar tudo via Arsesp, dificultando o diálogo com a companhia. Questionamentos sobre as metas de consumo per capita também surgem, já que propostas de bônus para quem economiza podem ser vistas como racionamento.
Projeções e impactos
O governo alega que o cenário atual é mais próximo ao enfrentado em 2021 do que na grave crise de 2014, e a secretária de Meio Ambiente defende que a privatização é crucial para a resiliência hídrica do Estado. Com isso, o objetivo principal é garantir a continuidade dos serviços essenciais, evitando que a crise hídrica se torne um estigma político para a gestão Tarcísio.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








