Aumento de infecções por Histoplasma capsularum em hospital do Espírito Santo preocupa autoridades

Número de casos confirmados de infecção por fungo em hospital de Vitória chega a 32 em menos de uma semana.
Aumento no número de casos de infecção por fungo no Hospital Oncológico Santa Rita
A Secretaria de Saúde do Espírito Santo confirmou nesta segunda-feira (10) que o surto de fungo identificado no Hospital Oncológico Santa Rita, em Vitória, é causado pelo Histoplasma capsularum. O número de casos confirmados subiu de nove para 32 em apenas uma semana, envolvendo 23 funcionários, três pacientes e seis acompanhantes. Essa infecção é conhecida por provocar sintomas como febre, dores no corpo e falta de ar, frequentemente relatados pelos afetados.
Investigação epidemiológica em andamento
De acordo com o relatório da investigação epidemiológica, 141 casos estão sob investigação, sendo 113 funcionários, 11 pacientes e 17 acompanhantes. Além do fungo, a bactéria Burkholderia cepacia foi encontrada nas amostras de água de um bebedouro da área de descanso da enfermagem, aumentando as preocupações sobre a segurança da unidade. As amostras coletadas dos pacientes foram enviadas à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para análises detalhadas, em colaboração com o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo).
Procedimentos de segurança e monitoramento
O secretário de Saúde, Tyago Hoffmann, destacou que a Vigilância Sanitária iniciará uma investigação mais aprofundada para entender como o fungo entrou no hospital e como melhorar os protocolos de segurança. As ações de vigilância incluem novas coletas de água e análises complementares de casos suspeitos e serão mantidas por mais 60 dias. A principal suspeita é que o fungo tenha sido disperso pelo sistema de ar-condicionado da ala hospitalar.
Riscos e medidas de prevenção
A infecção por Histoplasma capsularum ocorre pela inalação de partículas que contêm o fungo, que é comumente encontrado em excrementos de aves e morcegos. De acordo com o Ministério da Saúde, a infecção não é transmitida de pessoa para pessoa, nem de animais para humanos. O hospital tranquilizou a população, afirmando que todos os ambientes fora da ala afetada permanecem seguros, e orientou que os tratamentos oncológicos não devem ser interrompidos por medo de contaminação.
Abordagem sobre a raridade de surtos hospitalares
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a infectologista Carolina Salume, coordenadora de Controle de Infecção Hospitalar do Santa Rita, mencionou que surtos de Histoplasma capsularum são mais comuns em ambientes fechados e em reforma, mas raramente ocorrem em hospitais. A gravidade da infecção está relacionada à quantidade de esporos inalados, sendo que a maioria das pessoas apresenta formas assintomáticas da doença. As autoridades continuam a monitorar a situação de perto, a fim de garantir a segurança dos pacientes e funcionários.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Divulgação/Hospital Santa Rita








