Superlotação na cadeia de Apucarana preocupa autoridades locais


Unidade abriga 186% a mais do que sua capacidade, gerando riscos à segurança pública

Superlotação na cadeia de Apucarana preocupa autoridades locais
Cadeia Pública de Apucarana.

Cadeia Pública de Apucarana opera com 186% acima de sua capacidade, gerando preocupações de segurança.

Superlotação na cadeia de Apucarana gera preocupações

A superlotação na Cadeia Pública de Apucarana é um problema crescente, com a unidade abrigando 186% a mais do que sua capacidade. A Cadeia, que foi projetada para comportar 152 presos provisórios, atualmente abriga 435 detentos, o que levanta sérias preocupações entre as autoridades locais. O juiz da 2ª Vara Criminal, José Roberto Silvério, observa que a maioria dos detentos, cerca de 63%, já cumpre pena e deveria estar em penitenciárias adequadas, o que torna a situação ainda mais crítica.

Condições precárias e riscos à segurança

A precariedade das instalações da Cadeia Pública é evidente. Construída na década de 1980, a estrutura não permite qualquer ampliação. O presidente do Conselho da Comunidade, Marcio Rei, relata que as celas, projetadas para até quatro pessoas, chegam a abrigar até 18. “A cela menos lotada tem 11 presos”, afirma Rei, citando a hostilidade do ambiente para o cumprimento de pena. Além disso, o juiz Silvério alerta que a cadeia recebe detentos de outras regiões sem oferecer segurança ou ressocialização.

Propostas para solução

Em resposta à crise de superlotação, o juiz propõe a construção de uma nova penitenciária fora do perímetro urbano, com instalações adequadas e número suficiente de agentes penitenciários. A presidente da Subseção da OAB local, Daniela Pacheco, também destaca os riscos de segurança que a superlotação traz para a comunidade, mencionando a possibilidade de rebeliões e fugas.

A urgência de uma nova estrutura

O presidente da Câmara Municipal, Danylo Acioli, classifica a situação atual como insustentável e defende a necessidade urgente de uma penitenciária industrial. Acioli argumenta que uma nova unidade não apenas aumentaria a segurança, mas também criaria oportunidades de ressocialização para os detentos. Atualmente, o governo estadual já disponibilizou cerca de R$ 70 milhões para a construção de novas penitenciárias no estado, mas o impasse persiste na definição do terreno e na vontade política para que a obra aconteça.

Desafios na execução de projetos

A construção de uma nova unidade prisional foi anunciada em 2013, mas até agora não se concretizou. Problemas como a escolha do terreno adequado e a resistência de parte da população são obstáculos que precisam ser superados. Vicente Batista Junior, presidente do Conselho Municipal de Segurança, enfatiza que a cidade deve assumir a responsabilidade para viabilizar a obra, que é vista como necessária para a segurança pública. “É uma obra necessária”, conclui, ressaltando a importância de se criar um ambiente seguro tanto para os detentos quanto para a população em geral.

O futuro da segurança em Apucarana

Conforme as lideranças locais, a construção de uma nova penitenciária não é apenas uma questão de infraestrutura, mas também de segurança e recursos para a cidade. A proposta de uma nova unidade prisional poderia gerar empregos e renda local, contribuindo assim para um ambiente mais seguro e produtivo. A situação atual da Cadeia Pública de Apucarana, com sua superlotação e condições precárias, continua a ser um desafio que demanda atenção e ação imediata.

Fonte: tnonline.uol.com.br


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