STF Enfrenta Resistência Silenciosa à Proposta de Código de Conduta


Ministros veteranos e atuais mostram divergências na adoção de regras éticas claras no Supremo Tribunal Federal

STF Enfrenta Resistência Silenciosa à Proposta de Código de Conduta
Ministros do STF durante sessão no tribunal em Brasília. Foto: Elio Gaspari

Proposta para adoção de código de conduta no STF enfrenta resistência velada entre ministros atuais e aposentados, em meio a discussões sobre ética e transparência.

A proposta de código de conduta no STF tem sido tema de controvérsia e resistência silenciosa dentro do Supremo Tribunal Federal. A discussão ganha importância em meio a movimentos que buscam maior ética e transparência no Judiciário brasileiro.

Contexto da Proposta e Apoio Entre Ex-Presidentes

Desde outubro de 2025, o ex-ministro Antonio Cezar Peluso, que também presidiu o STF, tem defendido a implementação de um código de conduta para os magistrados da corte. A iniciativa ganhou respaldo de outros ex-presidentes e ministros aposentados:

Rosa Weber
Ayres Britto
Marco Aurélio Mello
Carlos Velloso
Celso de Mello
Ministra Cármen Lúcia
Ministro Edson Fachin (presidente atual do STF)

Esses nomes compõem um grupo significativo que publicamente apoia a ideia, que visa estabelecer padrões éticos claros e condutas exemplares para os membros do Supremo.

Resistência Silenciosa entre Ministros Ativos

Entretanto, a proposta encontra resistência, sobretudo pelo silêncio de ministros que já comandaram a corte e continuam no tribunal:

Luiz Fux
Dias Toffoli
Gilmar Mendes

Além deles, o ex-ministro Luís Roberto Barroso, recentemente aposentado, também não manifestou posição pública. O único pronunciamento público contra a proposta até o momento foi do ministro Alexandre de Moraes em 2024.

Tal silêncio tem sido interpretado como uma resistência velada, levantando questionamentos sobre os motivos que levam à falta de consenso entre os integrantes do Supremo.

Implicações para o Judiciário e a Sociedade

Esse cenário ocorre em um momento delicado para o STF, que no início de 2025 condenou 371 pessoas envolvidas nas manifestações golpistas do 8 de janeiro, em uma demonstração da sua atuação firme em defesa da democracia.

A ausência de um código de conduta formal pode afetar a percepção pública sobre a imparcialidade e integridade da corte, especialmente diante de desafios contemporâneos que exigem transparência e responsabilidade institucional.

Caminhos para a Implementação e Participação

A discussão sobre o código de conduta no STF traz à tona a necessidade de diálogo aberto e envolvimento da sociedade civil e dos próprios magistrados na construção de normas éticas que reforcem a credibilidade do Judiciário.

Incentivo à participação em audiências públicas e debates sobre o tema.
Estímulo à criação de comissões internas para elaboração do código.
Divulgação clara dos princípios éticos e procedimentos para fiscalização do cumprimento.

Considerações Finais

A resistência silenciosa à proposta de código de conduta no STF revela tensões internas e desafios institucionais que impactam a confiança da população na corte máxima do país. A adoção desse código representa não apenas um avanço na governança judicial, mas um compromisso com a transparência e a ética pública fundamentais para a democracia brasileira.

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Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Elio Gaspari


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