Ação sobre aborto após 22 semanas é defendida por conselheiro

Raphael Câmara, conselheiro do CFM, afirma que há maioria no STF para aprovar veto à assistolia fetal em abortos acima de 22 semanas.
Raphael Câmara, conselheiro do CFM, afirmou que há uma articulação com os ministros do STF para que a resolução que proíbe a assistolia fetal para abortos após 22 semanas seja votada. A medida, que foi proposta por Câmara e publicada em 2024, foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, o CFM acredita ter um placar favorável de 6 a 5 para derrubar a decisão que suspendeu a norma.
Contexto da Resolução
Câmara, ex-secretário de Atenção Primária à Saúde na gestão Bolsonaro, defende que não há barreiras para o aborto legal e que médicos devem persuadir gestantes a manter a gravidez. Em sua visão, a resolução visa garantir que procedimentos éticos sejam respeitados, argumentando que o aborto em casos de assistolia fetal é antiético.
Argumentos e Críticas
Durante a entrevista, ele comentou sobre casos emblemáticos, como o de uma menina de 10 anos, afirmando que não vê mudanças significativas no debate público após esses episódios. Câmara critica a atuação de grupos feministas e da mídia na divulgação de casos relacionados ao aborto, considerando que a pressão deve ser recíproca.
Perspectivas Futuras
Se a resolução não for pautada no STF, Câmara sugere que a discussão deve ocorrer no Parlamento, onde outras propostas têm sido tentadas. Ele destaca a importância de tratar do tema com ética e responsabilidade, ressaltando que é papel do CFM definir o que é aceitável na prática médica.
O debate sobre a assistolia fetal e o aborto continua a ser um tema delicado e controvertido, com implicações éticas e sociais profundas.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








