Como a iluminação e a Revolução Industrial mudaram nossos padrões de sono

Histórias revelam que as pessoas dormiam em dois turnos, acordando à meia-noite, até mudanças sociais recentes.
Historicamente, o sono contínuo de oito horas não era a norma. Antes, as famílias iam para cama cedo, acordavam por volta da meia-noite e, depois, voltavam a dormir. Esse hábito foi alterado por fatores como a iluminação artificial e a Revolução Industrial. As pessoas costumavam dormir em dois turnos, conhecidos como ‘primeiro sono’ e ‘segundo sono’, com um intervalo de vigília no meio.
Registros históricos indicam que, após o anoitecer, as famílias se recolhiam, e o intervalo da meia-noite não era visto como tempo perdido, mas como um momento de reflexão, oração ou atividades simples. As mudanças sociais nos últimos dois séculos, como a introdução de lâmpadas e a Revolução Industrial, transformaram esses hábitos. A iluminação artificial estendeu as horas em que as pessoas ficavam acordadas, enquanto os horários de trabalho nas fábricas incentivavam um único período de descanso.
Estudos contemporâneos mostram que, mesmo em comunidades que não têm acesso à eletricidade, como uma pesquisa de 2017 em Madagascar, o padrão de sono em dois turnos ainda persiste. A relação entre luz, humor e percepção do tempo é forte, revelando como o ambiente afeta nosso ritmo biológico. Médicos especialistas em sono afirmam que despertares breves são normais, e a forma como reagimos a esses momentos pode influenciar nosso descanso. A terapia cognitivo-comportamental para insônia recomenda atividades tranquilas durante esses períodos de vigília, ajudando a lidar com a percepção do tempo e a ansiedade associada ao sono interrompido.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








