Catherine Bertrand narra o caos e os traumas gerados pelos ataques de 2015

Em 13 de novembro de 2015, Catherine Bertrand estava no Bataclan quando aconteceu o ataque que deixou 130 mortos. Ela compartilha seu relato e os traumas que ainda a acompanham.
Em 13 de novembro de 2015, Catherine Bertrand estava no Bataclan, em Paris, com seu namorado, quando ocorreu o ataque terrorista que matou 130 pessoas. Com a experiência marcada por pânico e confusão, ela, que hoje é vice-presidente da Associação Francesa de Vítimas do Terrorismo, compartilha como a violência daquela noite a afetou profundamente.
O caos do Bataclan
Catherine descreve a atmosfera de festa antes do ataque. Os fãs estavam animados para ver os Eagles of Death Metal, mas a diversão foi abruptamente interrompida por disparos que inicialmente foram confundidos com fogos de artifício. A confusão logo deu lugar ao pânico, com pessoas tentando escapar enquanto ela e seu namorado ficaram paralisados até serem incentivados a fugir.
A fuga e os traumas
Durante a fuga, Catherine enfrentou momentos de desespero, incluindo tropeçar em um corpo, o que a fez entrar em pânico. Ela destaca a dificuldade de compreender a gravidade da situação enquanto tentava escapar da cena caótica. Após escapar e chegar a um café, percebeu que o mundo ao seu redor também estava em choque, refletindo a gravidade da tragédia que acabara de vivenciar.
Reflexões após o ataque
Anos depois, Catherine reflete sobre o trauma que ainda a acompanha. Ela descreve como o impacto emocional do ataque é semelhante a uma “bola de ferro” que, embora menor, permanece presente em sua vida. Os pesadelos e a ansiedade retornam sempre que eventos horríveis ocorrem na França, demonstrando como as cicatrizes emocionais de um ataque tão terrível persistem ao longo do tempo.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








