Roseane da Silva fala sobre a luta diária para sustentar a família em Palmas

Roseane da Silva sustenta seus dez filhos com o Bolsa Família e enfrenta grandes dificuldades financeiras.
Quatro em cada dez tocantinenses lidam com a dura realidade de viver com um salário mínimo. A dona de casa Roseane da Silva sustenta seus dez filhos em Palmas com o auxílio do Bolsa Família, mas enfrenta desafios diários para fazer frente às necessidades básicas da família. Para complementar a renda, ela também atua como catadora de materiais recicláveis e presta serviços a uma ONG.
Dificuldades cotidianas
Roseane expressa sua tristeza ao lembrar que não consegue comprar brinquedos para as crianças. Ao recolher recicláveis, ela troca o trabalho por alimentos, ajudando a garantir a sobrevivência da família. “Nós compramos as coisas lá na ONG, porque eles levam os alimentos”, conta. Ela também menciona que, devido à idade do seu caçula, não pode voltar a fazer diárias no momento.
Reflexo da desigualdade
Este cenário não é isolado. De acordo com o IBGE, 40% da população do Tocantins vive com rendimentos que não ultrapassam um salário mínimo. O sociólogo Luiz Antônio Nascimento, da Universidade Federal do Amazonas, destaca que esses dados evidenciam a desigualdade social que persiste no Brasil. “Um programa como o Bolsa Família é uma tentativa de minimizar essa situação, mas não é suficiente”, afirma.
Salário mínimo e futuro
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.518, e um aumento para R$ 1.631 foi previsto para 2026. Embora essa mudança possa trazer alívio momentâneo, a realidade das famílias de baixa renda ainda requer atenção urgente. Em Gurupi, a auxiliar de cozinha Renilde Lino também luta para sustentar seus filhos apenas com um salário mínimo e meio, realizando bicos para aumentar sua renda.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








