Setran reforça fiscalização para preservar viaduto no Alto Boqueirão


Intensificação ocorre para coibir veículos pesados e garantir segurança da estrutura do viaduto que liga Sítio Cercado ao Alto Boqueirão

Setran reforça fiscalização para preservar viaduto no Alto Boqueirão
Vista do viaduto no Alto Boqueirão alvo da fiscalização reforçada da Setran.

Fiscalização viaduto Alto Boqueirão reforçada para coibir veículos pesados e preservar a estrutura da ponte que conecta bairros em Curitiba.

Fiscalização viaduto Alto Boqueirão busca impedir tráfego de veículos pesados

A fiscalização viaduto Alto Boqueirão foi intensificada pela Superintendência de Trânsito (Setran) em janeiro de 2026 para restringir a passagem de caminhões com peso superior a dez toneladas sobre a ponte que conecta os bairros Sítio Cercado e Alto Boqueirão, em Curitiba. A medida atende à necessidade de preservar a estrutura do viaduto, construído há mais de seis décadas e projetado para suportar apenas o tráfego urbano leve. O superintendente Gustavo Garrett destaca que os danos estruturais observados na ponte foram causados pelo trânsito de veículos pesados, o que motivou o reforço emergencial coordenado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas.

Medidas adotadas e resultados da fiscalização reforçada da Setran

Desde o início das operações de fiscalização intensificada, a Setran aplicou mais de 64 autos de infração entre os dias 1 e 20 de janeiro de 2026 para motoristas que desrespeitaram o limite de peso da via. Os agentes também atuam para impedir o trânsito de caminhões carregados com grãos, muito comuns na região, que contribuem para a degradação acelerada da ponte. O limite máximo de dez toneladas para veículos que trafegam no viaduto está regulamentado para garantir a segurança estrutural e evitar novas interdições.

Histórico de interdição e recuperação do viaduto do Alto Boqueirão

O viaduto ficou interditado entre março de 2022 e dezembro de 2023 devido a problemas estruturais, principalmente a fragilidade do pilar de apoio causada pela ação do tempo e pelo tráfego indevido de veículos pesados. Durante esse período, a Secretaria Municipal de Obras Públicas realizou um reforço estrutural emergencial que incluiu reparos nos pilares, na laje e a instalação de aparelhos de apoio. Após a conclusão das obras, o viaduto foi liberado para o trânsito de carros, ônibus e caminhões leves com peso bruto total de até dez toneladas, respeitando também o limite de velocidade de 40 km/h.

Impactos no cotidiano local e percepção dos moradores e comerciantes

Moradores e comerciantes próximos ao viaduto relatam que o trânsito de caminhões pesados prejudica a segurança e a fluidez no local. Denerval Souza Barros, mecânico com oficina instalada há mais de 30 anos no entorno, comenta que a fiscalização é essencial para evitar novos danos e garantir que o viaduto não precise ser interditado novamente. A presença constante de placas de sinalização alerta os motoristas, mas o descumprimento da norma gera transtornos frequentes, evidenciando a importância do trabalho da Setran.

Rotas alternativas para veículos acima do limite de peso definidos pela Setran

Para os caminhões que excedem o limite de peso estabelecido para o viaduto do Alto Boqueirão, a Setran determinou rotas alternativas para desviar o tráfego da ponte e preservar sua estrutura. Quem trafega pela rua João Miqueletto em direção ao Alto Boqueirão deve seguir à esquerda na Eduardo Pinto da Rocha, virar à direita na Rua Guaçuí, seguir pela Tijucas do Sul, e depois na Rua Ourizona até a Danilo Pedro Schreiner. No sentido oposto, o trajeto recomendado passa pela Danilo Pedro Schreiner, Rua Ourizona, Rua Coronel Joaquim Antônio de Azevedo, Nova Aurora e Tijucas do Sul, retornando para a Rua Eduardo Pinto da Rocha e João Miqueletto. Essas orientações visam garantir que o tráfego pesado seja desviado de forma segura e eficiente, prolongando a vida útil do viaduto e aumentando a segurança viária na região.

Fonte: www.curitiba.pr.gov.br


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