Reunião em Istambul discute autonomia e ajuda humanitária

Em Istambul, sete países muçulmanos exigem que a Faixa de Gaza seja governada exclusivamente por palestinos, sem tutela externa.
Em Istambul, nesta segunda-feira (3), chanceleres de sete países muçulmanos exigem que a Faixa de Gaza seja governada exclusivamente por palestinos, rejeitando tutelas externas. Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Paquistão, Indonésia e Turquia participaram do encontro.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, destacou que “o povo palestino deve se autogovernar e garantir a própria segurança”. Ele também mencionou a “necessidade urgente” de reconstruir Gaza, devastada por dois anos de guerra, e de facilitar o retorno dos deslocados sem impor um novo sistema de tutela. A reunião ocorre em meio a um cessar-fogo frágil entre Israel e Hamas, com tensões e acusações mútuas de violações.
Causas e contextos do encontro
Os chanceleres dos sete países, todos membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), se reuniram após serem recebidos pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU. O encontro visa discutir um plano de paz de 20 pontos e a difícil tarefa de estabelecer uma solução política de longo prazo. Questões delicadas, como o desarmamento do Hamas, ainda precisam ser abordadas.
Desdobramentos e críticas
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou a postura de Israel desde o início do cessar-fogo e pediu mais ajuda humanitária para Gaza. Ele indicou que a Liga Árabe e a OCI deveriam assumir um papel de liderança na reconstrução do território. O chanceler turco também recebeu uma delegação do Hamas antes da reunião, o que ressalta a complexidade das negociações.
Desafios na implementação do acordo
Apesar dos avanços nas discussões, Israel se opõe à participação da Turquia em uma força internacional de estabilização, considerando-a próxima demais do Hamas. A criação dessa força, segundo o plano de Trump, deve ser composta por tropas árabes e muçulmanas, implantadas conforme as forças israelenses se retirarem. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, advertiu que apenas países considerados imparciais poderão integrar essa força.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








