Mudança de convênio médico obriga pacientes a viajar uma hora para tratamentos essenciais

Mudança de convênio médico causa transtornos para servidores de Araras que precisam de tratamentos.
Mudanças recentes no plano de saúde dos servidores de Araras, SP, têm gerado transtornos significativos, especialmente para aqueles que necessitam de tratamentos de câncer e hemodiálise. Após a troca do convênio da Associação São Luiz Saúde, os pacientes agora precisam viajar mais de uma hora para garantir seus procedimentos médicos essenciais.
Impacto da troca de convênio
O servente de obras Daniel Alves da Cruz, que faz tratamento de câncer no reto, tinha uma cirurgia marcada para o dia 30 de outubro, mas agora não sabe quando poderá realizá-la. A prefeitura contratou emergencialmente a Salusmed por R$ 17,6 milhões, mas o novo plano, que começou a operar em 19 de outubro, não assegura o atendimento local que os pacientes necessitam.
Dificuldades de acesso aos tratamentos
Desyrre Giust, uma monitora de alunos que luta contra o câncer de mama, relata que não conseguiu realizar sua sessão de imunoterapia marcada para 9 de outubro. A Salusmed informou que está alinhando questões, mas a falta de clareza sobre onde e quando os tratamentos ocorrerão gera angústia entre os pacientes. Antes, a Santa Casa de Araras era referência para diversos tratamentos, mas agora muitos precisam se deslocar para Campinas.
Resposta da prefeitura e da Salusmed
O advogado da Salusmed, Leonardo de Angelis, afirmou que a empresa assumiu o contrato antes do início dos atendimentos e que estavam tentando manter os tratamentos em Araras. A prefeitura, em nota, mencionou um período de 20 dias para adaptação e prometeu iniciar o atendimento em uma clínica a 20 minutos da cidade, reduzindo o tempo de deslocamento. Além disso, há planos para implementar um ambulatório de hemodiálise na cidade em breve.
A Santa Casa de Araras, por sua vez, defende que o convênio anterior sempre foi comprometido com a assistência aos pacientes e que o novo plano não tem interesse em assegurar um acordo que beneficie os servidores. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades locais enquanto os pacientes aguardam soluções.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








