Estudo revela dados alarmantes sobre a condição

Uma em cada dez pessoas tem sensibilidade ao glúten, segundo estudo publicado na revista "Gut". A condição é mais comum entre mulheres e está ligada a problemas como ansiedade.
Em 28 de outubro de 2023, uma nova pesquisa revela que uma em cada dez pessoas tem sensibilidade ao glúten ou ao trigo, mesmo sem apresentar doença celíaca ou alergia ao trigo. A metanálise publicada na revista científica “Gut” envolveu quase 50 mil pessoas de 16 países.
Prevalência e variações regionais
A análise revelou que a condição, denominada sensibilidade ao glúten/trigo não celíaca (NCGWS), é mais comum entre mulheres e apresenta variações significativas conforme o país. Por exemplo, a prevalência é de 0,7% no Chile, enquanto no Reino Unido chega a 23%. Os sintomas mais relatados incluem distensão abdominal, desconforto e dor abdominal, além de fadiga, diarreia e dores de cabeça.
Ligação com saúde mental
Pesquisadores notaram uma correlação entre a NCGWS e problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Esses dados indicam que a sensibilidade pode não estar apenas ligada aos alimentos, mas também à interação entre o intestino e o cérebro. A pesquisa sugere que evitar glúten e trigo ajuda a aliviar os sintomas, que retornam ao serem reintroduzidos na dieta.
Diagnóstico e desafios
O diagnóstico da NCGWS é desafiador, uma vez que não existem marcadores sanguíneos específicos. Atualmente, a condição é diagnosticada por exclusão, ou seja, descartando a possibilidade de doenças celíacas e alergias. Muitas pessoas optam por seguir dietas sem glúten sem orientação médica, o que pode não ser a solução mais eficaz. Reconhecer a NCGWS como um distúrbio alimentar relacionado à interação intestino-cérebro é fundamental para o desenvolvimento de tratamentos adequados.








