Medida buscava reforçar limites ao poder presidencial em relação à Venezuela

O Senado dos EUA barrou uma resolução que limitaria ações militares de Trump na Venezuela, com apenas dois republicanos apoiando. A votação foi apertada: 51 a 49.
O Senado dos Estados Unidos barrou, nesta quinta-feira (6), uma resolução que buscava impedir o presidente Donald Trump de ordenar ataques à Venezuela sem autorização do Congresso. A medida foi rejeitada por 51 votos a 49, e apenas dois republicanos se juntaram aos democratas em apoio à proposta, que pretendia reforçar os limites do poder presidencial para iniciar ações militares.
Proposta e preocupações
A resolução foi apresentada após semanas de preocupação entre parlamentares com as ações militares americanas na região do Caribe e do Pacífico, em resposta a uma série de ataques contra embarcações próximas à costa venezuelana. Segundo o governo Trump, as forças dos EUA realizaram ao menos 16 bombardeios contra barcos na região, resultando na morte de mais de 65 pessoas. Os senadores Tim Kaine, da Virgínia, e Adam Schiff, da Califórnia, ambos democratas, além de Rand Paul, republicano de Kentucky, foram os autores da proposta bipartidária. Eles argumentaram que o Congresso deveria ter poder de decisão antes de qualquer eventual ofensiva em território venezuelano.
Contexto da votação
A votação ocorreu um dia após autoridades da Casa Branca informarem ao Legislativo que Washington não tem planos, neste momento, de atacar a Venezuela. Contudo, a sequência de operações navais e o aumento da presença militar americana na região geraram receios de uma ação mais ampla contra o regime de Nicolás Maduro.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








