Senado aprova regulamentação da aposentadoria especial após indicação de Messias ao STF


Projeto bilionário beneficia agentes de saúde e gera controvérsia política

Senado aprova regulamentação da aposentadoria especial após indicação de Messias ao STF
Senadores durante votação no plenário. Foto: Waldemir Barreto/Divulgação/Agência Senado

Senado aprova projeto que regulamenta aposentadoria especial dos agentes de saúde, gerando polêmica política após indicação de Messias ao STF.

Senado aprova regulamentação da aposentadoria especial

Nesta terça-feira (25), o Senado aprovou o projeto que regulamenta a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Essa decisão ocorre em um contexto político conturbado, logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A proposta, que gera um custo bilionário, foi apresentada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), um aliado de Lula. O relator da proposta foi Wellington Fagundes (PL-MT), da oposição. O projeto recebeu 57 votos a favor e nenhum contra, indicando um apoio amplo, mesmo entre aliados do governo, que temia o impacto nas contas públicas.

Impacto financeiro e preocupações do governo

O governo tentou atrasar a votação da proposta devido ao elevado custo estimado, que poderia ultrapassar R$ 25 bilhões nos primeiros dez anos. Contudo, a pressão política e o receio de desgastes eleitorais a menos de um ano das eleições de 2026 levaram os aliados a votar favoravelmente. A bancada governista não fez uma orientação clara sobre como votar, uma prática comum em questões divisivas.

A proposta aprovada determina que os agentes aposentados terão salário integral, igualando-se aos profissionais da ativa. A idade mínima para aposentadoria será de 52 anos para homens e 50 anos para mulheres, com um mínimo de 20 anos de serviço no cargo. Essa regulamentação é uma resposta à inclusão dos agentes na Constituição em 2022, mas ainda dependia de regulamentação.

Próximos passos e novas pautas

Após a aprovação no Senado, o texto segue para votação na Câmara dos Deputados. A sessão do Congresso Nacional, programada para quinta-feira (27), também irá deliberar sobre vetos presidenciais e outras pautas, incluindo a renegociação das dívidas dos Estados e um projeto de crédito de R$ 42,2 bilhões para benefícios sociais.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, enfatizou que as sessões de vetos não foram afetadas pela indicação de Messias e que sua conduta não é uma retaliação. Ele também anunciou que a votação da indicação de Messias ocorrerá em 10 de dezembro, um prazo apertado para o indicado conseguir apoio suficiente.

O clima político continua tenso, com a expectativa de que as votações futuras possam ser influenciadas pelo cenário atual e pela proximidade das eleições. A regulamentação da aposentadoria especial para os agentes de saúde é um passo significativo, mas também levanta questões sobre a sustentabilidade das contas públicas e os compromissos do governo em um ano eleitoral.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Waldemir Barreto/Divulgação/Agência Senado


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