Profissionais de Presidente Prudente mostram a importância do ofício em tempos de descarte

Profissionais em Presidente Prudente mostram como a arte do sapateiro resiste ao tempo e à modernização.
Sapateiros em Presidente Prudente
O som compassado das máquinas e o cheiro de cola refletem a rotina dos sapateiros que, em Presidente Prudente (SP), mantêm viva uma das profissões mais antigas do mundo. Jorge, Claudecir e Laura são exemplos de como a arte do trabalho manual resiste à modernização e à desvalorização do ofício.
A história de Jorge Luiz
Natural do Rio Grande do Norte, Jorge Luiz de Lima Araujo, carrega a tradição familiar. “Meu pai era artesão de calçados. Aprendi com ele ainda menino”, revela. Mesmo com a tecnologia, ele destaca que o valor do trabalho artesanal está no cuidado e na alma de quem o executa.
Desafios da profissão
A falta de valorização e de material de qualidade são obstáculos enfrentados pelos sapateiros. “O mercado está muito descartável. Existe trabalho, mas faltam profissionais”, alerta Jorge. A modernização trouxe desafios, mas a paixão pelo ofício continua firme entre os profissionais.
Claudecir e Laura: um casal de sapateiros
Claudecir e Laura atuam juntos há duas décadas. Laura, que antes era professora, encontrou na sapataria sua verdadeira vocação. “Enquanto ele conserta, eu restauro a beleza”, explica. Juntos, eles enfrentam as mudanças no mercado, onde a estética muitas vezes prevalece sobre a qualidade.
A importância do trabalho manual
Esses profissionais acreditam que o sapateiro sempre terá um papel importante. “A necessidade de restaurar, ajustar e criar produtos sob medida nunca vai acabar”, afirma Claudecir. No Dia do Sapateiro, reafirmam seu compromisso com o ofício, restaurando histórias e memórias através de seu trabalho.








