Testemunha do assalto milionário revela detalhes assustadores do roubo

Aline Lemos, estudante, foi uma das testemunhas do roubo milionário no Louvre, ocorrendo em 19 de outubro.
Aline Lemos, uma estudante brasiliense, foi uma das poucas testemunhas do roubo milionário no Museu do Louvre, em Paris, que ocorreu em um domingo (19). Ela estava a cerca de dois metros da janela por onde os ladrões armados entraram na galeria Apolo. Durante uma entrevista, Aline revelou que estava filmando as vitrines e admirando as joias quando os bandidos arrombaram a janela. “Eu tava muito perto, a um metro da janela. Ouvi o barulho de pancada e depois o som de uma motosserra. Foi muito assustador”, contou.
O assalto aconteceu por volta das 9h30, meia hora após a abertura do museu. Os criminosos estacionaram um pequeno caminhão em uma lateral pouco movimentada e usaram uma escada mecânica para acessar a sacada da galeria. Em apenas quatro minutos, eles levaram nove joias da coroa francesa, avaliadas em cerca de R$ 50 milhões, incluindo o broche relicário da Imperatriz Eugênia, presente de Napoleão I.
O impacto do assalto
Após o roubo, turistas e funcionários foram evacuados rapidamente. Aline mencionou que os seguranças direcionaram todos para a entrada principal, onde uma saída de emergência foi aberta para facilitar a fuga. O museu fechou a galeria e transferiu as peças remanescentes para um cofre do Banco da França.
Prisões e investigações
Dois suspeitos foram presos em Paris, um deles no aeroporto Charles de Gaulle, ao tentar embarcar para a Argélia. Ambos já eram conhecidos por sua participação em roubos sofisticados. A especialista Elane Sciolino destacou que o crime expôs vulnerabilidades de segurança no Louvre, e a ferramenta usada para quebrar as vitrines é a mesma descrita em um manual interno do museu, levantando questões sobre um possível vazamento de informações.








