Ladrões levaram lingotes e estátuas de mármore de instituição preservada durante a guerra civil na Síria

Ladrões roubaram lingotes de ouro e estátuas de mármore do Museu Nacional de Damasco, preservado durante a guerra civil.
Roubo no Museu Nacional de Damasco gera consternação
Na madrugada de domingo para segunda-feira, ladrões efetuaram um roubo significativo no Museu Nacional de Damasco, o mais importante da Síria. Segundo fontes de segurança, vários lingotes de ouro antigos foram levados da instituição. O roubo foi confirmado por uma fonte próxima à administração do museu, que destacou a importância da ala ‘clássica’, de onde as peças foram subtraídas.
Peças de valor inestimável
A ala ‘clássica’ do museu abriga artefatos helenísticos, romanos e bizantinos, e a perda dos lingotes de ouro representa não apenas um crime, mas uma grande perda para o patrimônio cultural da Síria. Além disso, foram reportados o roubo de seis estátuas de mármore, conforme relatado por um funcionário da Direção-Geral de Antiguidades e Museus. Uma investigação está em andamento para apurar os fatos e identificar os responsáveis.
O impacto da guerra civil
Durante a guerra civil síria, que se estendeu de 2011 a 2024, o Museu Nacional de Damasco se tornou um refúgio para muitos artefatos que estavam em risco em outras partes do país. O museu, que escapou da devastação, reabriu suas portas para o público em janeiro de 2025, após a queda do regime de Bashar al-Assad. A reabertura foi recebida com entusiasmo, mas agora o roubo levanta questionamentos sobre a segurança do local.
Reação das autoridades
Até o fechamento desta reportagem, as autoridades sírias não haviam confirmado oficialmente o roubo. Um funcionário, que preferiu não se identificar, mencionou que o museu está fechado por razões de segurança e deverá reabrir na próxima semana, mas não forneceu mais detalhes sobre a investigação em curso.
O patrimônio cultural sob ameaça
O roubo de peças valiosas do Museu Nacional de Damasco ressalta a vulnerabilidade do patrimônio cultural em tempos de conflito e instabilidade. Durante a guerra, muitos artefatos foram saqueados, resultando em perdas irreparáveis para a história e cultura síria. O tráfico de antiguidades tornou-se um problema crescente, com muitos itens sendo vendidos no mercado negro, o que gera milhões de dólares para criminosos.
A situação atual do museu é um lembrete da necessidade de proteção dos bens culturais, especialmente em regiões afetadas por guerras e conflitos. A comunidade internacional deve prestar atenção a esses eventos e apoiar iniciativas que visem preservar o patrimônio histórico da Síria e de outros países em situações semelhantes.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Yamam Al Shaar/Reuters








