Ritmo lento das demolições em Belém agrava situação de famílias na COP30


A espera por indenizações se prolonga em meio a alagamentos e incertezas

Ritmo lento das demolições em Belém agrava situação de famílias na COP30
Obras de saneamento ligadas à COP30 em agosto de 2025. Foto: Danilo Verpa / Folhapress

Demolições em Belém devido à COP30 enfrentam ritmo lento, agravando alagamentos e a espera das famílias.

O impacto das demolições nas famílias de Belém

As demolições de casas na COP30, evento crucial para a discussão sobre mudanças climáticas, têm causado grande impacto nas famílias que vivem nas áreas afetadas em Belém. A situação é especialmente complicada no bairro Guamá, onde os moradores enfrentam não apenas a expectativa de perder suas casas, mas também os efeitos diretos de alagamentos que se intensificaram nas últimas semanas.

Aguarda-se a liberação das indenizações

O Governo do Pará, responsável pelas demolições e pela execução das obras de macrodrenagem, afirma que está seguindo um cronograma estipulado. No entanto, muitos moradores relatam que a espera pelas indenizações se estende por meses, tornando a situação ainda mais angustiante. As famílias que não recebem compensação financeira suficiente se veem obrigadas a permanecer em suas casas, enquanto as condições de vida se deterioram.

Consequências das obras de macrodrenagem

As intervenções na infraestrutura, que visam alargar canais para melhorar a drenagem, exigem a demolição de imóveis localizados em áreas críticas. O canal Caraparu, que passa próximo a várias residências, está entre os que necessitam de revitalização. Segundo os moradores, o acúmulo de entulho e a falta de manutenção nos canais contribuem para os alagamentos, que se tornaram um problema crônico na região.

A realidade das famílias afetadas

Muitas famílias reportam que estão vivendo em condições cada vez mais difíceis. Helena de Amorim Gomes, por exemplo, relata que sua casa está alagada com frequência, e a espera pela indenização parece interminável. “Já estamos há cinco ou seis meses nessa espera”, desabafa. A falta de recursos impede que busquem novas moradias, e a situação é agravada pela elevada umidade e o acúmulo de água.

A lentidão nas demolições

Durante os dias da COP30, as máquinas responsáveis pelas demolições estavam ausentes, o que apenas aumenta a incerteza entre os moradores. Muitos deles acreditam que as obras não serão retomadas até que a conferência termine, o que prolonga ainda mais a angustiante espera. Os relatos indicam que, nos últimos meses, apenas 10 a 15 novas demolições ocorreram, um número considerado muito baixo em comparação com a necessidade urgente de reestruturação da área.

Promessas do governo e a realidade

O governo paraense emitiu uma nota afirmando que as obras estão em andamento e que as negociações para desapropriações estão sendo realizadas. Contudo, a realidade enfrentada pelos moradores é de descaso e desespero. Eles esperam que as promessas de melhorias sejam cumpridas e que, finalmente, possam ter um lar seguro e digno. Os projetos de revitalização prometem beneficiar muitos moradores, mas a implementação efetiva ainda está por ser vista.

O que esperar para o futuro

Enquanto as obras continuam em compasso de espera, as famílias observam o avanço da COP30 e esperam que a conferência traga resultados positivos para suas vidas. Até que isso aconteça, a luta pela dignidade e por condições de vida adequadas permanece. Sem uma solução rápida, muitos temem que a espera e as incertezas se estendam ainda mais, agravando uma situação já crítica.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Danilo Verpa / Folhapress


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