Entenda as possíveis consequências da proposta no Brasil

Proposta de classificar facções criminosas como terroristas pode gerar sanções internacionais e afetar a economia.
No dia 4 de novembro de 2025, em Brasília, parlamentares e governadores se mobilizam para aprovar leis que classifiquem facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas. Essa proposta ganhou força após uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes, considerada a mais letal da história da cidade.
Proposta legislativa em pauta
A Câmara de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados deve colocar em discussão um projeto de lei, o 1.283/2025, que amplia o conceito de terrorismo para incluir organizações criminosas e milícias. O projeto visa alterar a Lei Antiterrorismo de 2016, permitindo a responsabilização de integrantes de grupos criminosos por atos preparatórios e conferindo à Polícia Federal maior competência investigativa.
Consequências econômicas e sanções internacionais
Especialistas alertam que classificar facções como terroristas pode ter impactos negativos na economia, potencialmente abrindo o Brasil a sanções internacionais. A simples redesignação poderia levar países, como os EUA, a sancionar empresas e indivíduos suspeitos de ligação com essas organizações, afetando setores da economia infiltrados pelo crime organizado. A Polícia Federal estima que o PCC tenha movimentado pelo menos R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, demonstrando a profundidade das conexões entre crime organizado e economia brasileira.
Desdobramentos e desafios futuros
Além das sanções, a nova legislação poderia elevar os custos operacionais para empresas, exigindo maior conformidade para evitar a entrada de dinheiro ilegal no sistema. O professor Rafael Alcadipani ressalta que sanções americanas poderiam complicar ainda mais a situação econômica do Brasil, permitindo que o governo dos EUA tomasse medidas rápidas contra ativos brasileiros. A discussão sobre a classificação de facções criminosas como terroristas continua a gerar debates acalorados dentro e fora do Congresso.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








