Estudo revela preocupações sobre segurança em uso prolongado

Um estudo recente alerta sobre o uso prolongado de melatonina, associado a riscos de insuficiência cardíaca em adultos com insônia crônica.
Em Cidade, 3 de outubro de 2023, um estudo apresentado no congresso anual da American Heart Association levantou preocupações sobre o uso prolongado de melatonina, associando-o a um aumento no risco de insuficiência cardíaca, hospitalizações e morte entre adultos com insônia crônica. A pesquisa acompanhou 130.828 indivíduos ao longo de cinco anos, evidenciando que aqueles que utilizaram a substância por mais de um ano tiveram 90% mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca em relação aos não usuários.
Análise dos dados e resultados
Os pesquisadores utilizaram um banco de dados internacional, dividindo os participantes em dois grupos: o “grupo melatonina”, que havia usado o suplemento por um ano ou mais, e o “grupo não melatonina”, composto por aqueles que não tinham registros de uso. Os dados revelaram que 4,6% dos usuários de melatonina desenvolveram insuficiência cardíaca, comparado a 2,7% no grupo não usuário. Além disso, aqueles que consumiram melatonina foram três vezes mais propensos a serem hospitalizados por problemas cardíacos.
Limitações do estudo
Embora o estudo tenha encontrado uma associação, os autores, liderados por Ekenedilichukwu Nnadi, enfatizam que não foi possível estabelecer uma relação de causa e efeito, o que indica a necessidade de mais pesquisas. A análise também possui limitações, como a inclusão de países com diferentes regulamentações sobre a venda de melatonina, o que pode ter impactado os resultados.
Considerações sobre o uso de melatonina
Lucio Huebra, neurologista membro da Academia Brasileira do Sono, observa que, apesar dos riscos, a melatonina é geralmente bem tolerada e que os efeitos adversos mais comuns incluem sonolência matinal e tontura. A recomendação é que o uso de melatonina seja feito com orientação médica, especialmente considerando que a maioria da população produz melatonina de forma saudável. Para distúrbios do sono, a Academia Brasileira do Sono sugere primeiro medidas comportamentais antes de considerar indutores do sono.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








