Pesquisadores alertam sobre vulnerabilidades em navegadores como ChatGPT Atlas e Comet

Pesquisadores de segurança digital alertam para riscos de vazamento de dados em navegadores de IA, como ChatGPT Atlas e Comet.
Pesquisadores de segurança digital alertam, nesta segunda-feira (6), sobre o risco de que os navegadores baseados em inteligência artificial, como o ChatGPT Atlas da OpenAI e o Comet da Perplexity, possam vazar dados sensíveis de usuários, incluindo endereços de email e senhas. Esses navegadores tentam competir com gigantes como Google Chrome e Microsoft Edge, prometendo facilitar a vida do usuário em diversas tarefas.
Vulnerabilidades em foco
As vulnerabilidades alertadas pelos especialistas envolvem a possibilidade de criminosos injetarem memórias falsas nos modelos de inteligência artificial através de links maliciosos. Um clique do usuário poderia abrir uma janela da plataforma alvo e executar comandos para controlar o modelo de linguagem. Alguns especialistas afirmam que, em certos casos, nem mesmo um clique seria necessário, pois qualquer arquitetura de página na web pode esconder comandos perigosos. A OpenAI e a Perplexity, apesar de reconhecerem a viabilidade desses ataques, afirmam que até o momento, nenhum usuário reportou ocorrências dessa técnica.
A resposta das empresas
OpenAI e Perplexity enfatizam que estão constantemente atualizando suas defesas e oferecendo recompensas para quem identificar bugs. O coordenador da seção de crimes de alta tecnologia da Interpol, Ivo Peixinho, classificou esses navegadores como “terrores da segurança” e recomendou a não utilização em ambientes corporativos. Em resposta, a LayerX, uma empresa de cibersegurança, informou que já corrigiu vulnerabilidades conhecidas após serem notificadas.
Considerações finais
Embora os navegadores de inteligência artificial apresentem riscos, alguns especialistas acreditam que ainda são uma tecnologia valiosa. Para o cofundador da LayerX, o uso desses navegadores é viável, contanto que sejam implementadas camadas adicionais de proteção. As empresas responsáveis, por sua vez, garantem que estão comprometidas com a segurança de seus usuários.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








