Restauração do palacete no Parque Lage busca recuperar suas cores originais


Obras visam restaurar a estrutura do casarão histórico, com investimento de R$ 21,4 milhões

Restauração do palacete no Parque Lage busca recuperar suas cores originais
Teto de palacete do parque Lage, no Rio, que passa por restauração. Foto: Michel Filho/Divulgação

O governo do Rio investe R$ 21,4 milhões na restauração do palacete do Parque Lage, com conclusão prevista para 2026.

Restauração do palacete no Parque Lage e sua importância histórica

A restauração do palacete no Parque Lage, localizado na zona sul do Rio de Janeiro, é um projeto ambicioso que busca recuperar as cores originais e a estrutura do casarão histórico. Com um investimento de R$ 21,4 milhões, as obras estão programadas para serem concluídas em julho de 2026. Este espaço, que já foi um importante ponto de encontro da elite carioca nos anos 30, agora passa por uma intervenção significativa, considerada a maior em um século.

O passado glorioso do palacete

O palacete, que foi amplamente utilizado para banquetes e eventos sociais, era frequentado por personalidades notáveis, como a cantora lírica Gabriela Besanzoni e seu esposo, o industrial Henrique Lage. Durante sua era de esplendor na década de 1930, o local se destacou por oferecer eventos luxuosos, atraindo artistas e membros da alta sociedade. “O luxo ali não humilha, ao contrário, conforta”, comentou a jornalista Magdala de Sousa Pinto em 1937.

Técnicas de restauração

As obras de restauração estão sendo conduzidas com extremo cuidado. A equipe responsável utiliza bisturis e espátulas para remover camadas de tinta que cobrem as pinturas originais. A restauradora Alice Torres, que lidera os reparos internos, explicou que a remoção completa dos materiais é necessária para identificar o estado de conservação das pinturas. Além disso, a limpeza externa do palacete é realizada com escovas e água com sabão neutro, garantindo a preservação dos detalhes arquitetônicos do imóvel.

O Parque Lage como espaço cultural

Desde 1975, o palacete abriga a Escola de Artes Visuais, que oferece cursos nas áreas de arte e tecnologia. Durante as obras, as aulas foram transferidas para o edifício das Cavalariças, que também faz parte do parque. O Parque Lage é uma área verde de 52 hectares, que inclui um jardim repleto de fauna e flora da mata atlântica, e recebe cerca de 1,3 milhão de visitantes por ano, destacando-se entre os dez pontos turísticos mais visitados do Rio de Janeiro.

Desafios e expectativas

A gestão do governo do estado, sob Cláudio Castro, reconhece a complexidade da restauração, enfatizando a necessidade de preservar a essência original do palacete. Além disso, houve desafios ao longo do tempo, incluindo pressões para o uso do terreno, que foram solucionadas em 1994, quando o parque foi repassado à União. Agora, com a restauração em andamento, espera-se que o palacete recupere não apenas sua beleza estética, mas também seu papel como um importante espaço cultural no Rio de Janeiro.

A restauração do palacete no Parque Lage simboliza um esforço significativo para preservar a história e a cultura carioca, garantindo que futuras gerações possam apreciar este importante patrimônio.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Michel Filho/Divulgação


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