Estudante discute a importância do nome do pai na certidão de nascimento

Na sexta-feira (24), o estudante Davi Almeida, de 11 anos, foi o Repórter Mirim do MG1 e discutiu o direito à paternidade. Ele visitou a Defensoria Pública em Juiz de Fora para entender a importância de ter o nome do pai na certidão de nascimento. Segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), mais de 4,9 mil crianças nascidas em 2025 em Minas Gerais ainda não têm o nome do pai registrado.
Impacto da ausência do nome do pai
O registro de nascimento é o primeiro documento de uma vida e, muitas vezes, a ausência do nome paterno pode impactar a identidade da criança. Davi conversou com a defensora Ana Lúcia Gouvêa, que explicou que o reconhecimento da paternidade pode ser feito a qualquer momento, seja espontaneamente ou por meio de exame de DNA. Além disso, a defensora ressaltou que o pai que reconhece a criança ganha direitos e deveres legais, como a convivência familiar.
Consequências emocionais
A psicóloga Ana Carolina Arantes também participou da conversa e abordou como a falta dessa referência paterna pode afetar emocionalmente as crianças, gerando sentimentos de insegurança e vergonha. Ela enfatizou a importância de valorizar todas as configurações familiares. Davi ainda conheceu Cláudia Bondi, que nunca teve o nome do pai na certidão, e relatou como isso afetou sua vida.
Reflexão do repórter
Davi finalizou sua reportagem com uma reflexão: “Toda criança tem o direito de saber quem é, de crescer com amor, respeito e dignidade”. A visita à Defensoria Pública e as conversas que teve reforçaram a importância da paternidade e do reconhecimento na formação da identidade infantil.








