Explorando novas formas musicais no Carnaval

O 'bloquinho' e o 'hitmado' têm se destacado no pagode baiano, trazendo inovações e mais vozes femininas ao gênero.
Neste Carnaval, a Bahia se destacou com o sucesso do ‘bloquinho’, uma técnica que mistura várias músicas em uma só, popularizada por artistas como J. Eskine. Em 2025, cerca de 700 faixas com o termo ‘bloquinho’ foram identificadas no Spotify, com um aumento significativo de lançamentos.
O que é o ‘bloquinho’?
A técnica do ‘bloquinho’ consiste em juntar trechos de diferentes canções em uma única faixa, criando uma nova sonoridade que tem conquistado o público. Oh Polêmico, cantor de pagodão, explica que essa forma de composição permite aumentar as chances de sucesso, especialmente entre os jovens que frequentam festas de rua. “A galera do paredão curte bastante, eles preferem bloquinhos a músicas soltas”, menciona o artista.
A ascensão feminina no gênero
Historicamente dominado por vozes masculinas, o pagode baiano agora vê um aumento na presença feminina. Cantoras como A Dama e Rai Ferreira têm ganhado destaque, e a canção ‘Bloquinho 7 Pecados’ reúne um time de sete mulheres. Esse momento é visto com otimismo, mas também com preocupação, pois ainda existe uma predominância de bandas e empresários homens no setor.
Questões legais e identidade artística
Com a popularidade do ‘bloquinho’, surgem também desafios relacionados aos direitos autorais, já que muitos artistas reutilizam letras e bases de outras canções. A DJ Cris Masca destaca a importância de desenvolver uma identidade própria, enquanto Joyce Melo, cofundadora da plataforma Pagode por Elas, observa que o ‘bloquinho’ é um sinal da vitalidade do pagode, que continua a se transformar e inovar.
Conclusão
A onda dos ‘bloquinhos’ reflete não apenas uma renovação musical, mas também um movimento social dentro do pagode baiano, mostrando que o gênero permanece relevante e adaptável às novas gerações.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








