A crítica de Tati Bernardi sobre a banalização da dor e a impunidade

Tati Bernardi critica a reação da sociedade diante da violência e da impunidade no Brasil.
No dia 4 de outubro de 2023, a escritora e roteirista Tati Bernardi lançou um olhar crítico sobre a indiferença da sociedade em relação à violência, especialmente após a chacina que deixou mais de 60 mortos em uma comunidade do Rio de Janeiro. Ela observa que a reação das pessoas varia, e que muitos se conectam com a dor alheia apenas superficialmente, enquanto outros parecem alheios a essa tristeza.
A banalização da dor
Bernardi destaca que, ao comentar sua indignação, recebeu respostas insensíveis como “tá com pena, leva pra casa”, refletindo um desprezo alarmante pela vida humana. A autora menciona que essa falta de empatia é uma questão que transcendia seu círculo social, atingindo até mesmo aqueles que se consideram mais instruídos. Ela sugere que a verdadeira decência é rara e que a capacidade de sentir compaixão deve ser cultivada.
Responsabilidade coletiva
A coluna traz à tona a crítica à forma como a mídia e a política abordam a violência. Tati menciona que, ao invés de tratar tragédias como chacinas, muitos preferem rotulá-las como “megaoperações”, diluindo a gravidade dos eventos. Para Bernardi, essa linguagem revela um pacto com a indiferença que permeia a sociedade e a política brasileira.
Nomes e impunidade
A autora provoca a reflexão ao listar nomes de criminosos notórios que, segundo ela, deveriam ser trazidos à tona para uma discussão séria sobre a impunidade. Ao fazer isso, ela incita o leitor a pensar sobre as consequências de suas ações e a necessidade de um compromisso verdadeiro com a justiça e a empatia. O texto se encerra com uma crítica contundente à cultura de impunidade que permite que figuras controversas sejam homenageadas e exaltadas, enquanto as vítimas permanecem sem voz.
A coluna de Tati Bernardi serve como um chamado à consciência coletiva, instigando os leitores a refletirem sobre seu papel na sociedade e a importância de cultivar a empatia em tempos de violência.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








