Pesquisa revela mudanças nos hábitos culturais dos brasileiros em comparação ao ano anterior

Pesquisa aponta queda nas atividades ao ar livre e crescimento do consumo de streaming em 2025.
A queda nas atividades ao ar livre em 2025
Neste ano, a pesquisa sobre hábitos culturais, realizada pelo Observatório Fundação Itaú e pelo Datafolha, revelou que as atividades ao ar livre entre os brasileiros diminuíram. A pesquisa envolveu 2.432 pessoas com idades entre 16 e 65 anos, entrevistadas presencialmente em diversas regiões do Brasil. A liderança do streaming se manteve, e a disparidade de renda continua a influenciar os hábitos culturais.
Aumento do consumo de streaming
Os dados mostraram que 97% dos entrevistados realizaram alguma atividade cultural em 2025, com 61% deles participando de atividades presenciais mensalmente. Em comparação, 90% das pessoas disseram consumir conteúdo cultural de forma remota, um leve aumento em relação aos 88% do ano anterior. As classes A e B foram as que mais se destacaram nas atividades culturais presenciais, com 30% participando pelo menos uma vez por semana.
Diferenças de gastos nas classes sociais
A pesquisa também revelou que 40% dos participantes não gastam nada com atividades culturais presenciais. Apenas 49% gastam até R$ 100. No ambiente online, esses números são de 22% e 61%, respectivamente. As classes A e B demonstraram maior tendência a participar de atividades culturais gratuitas, contrastando com as classes D e E.
Preferências culturais entre os brasileiros
O consumo de música em plataformas digitais lidera como a atividade cultural mais popular, mencionada por 85% dos entrevistados. O consumo de filmes via streaming segue em segundo lugar, com 74%, e as séries online aparecem com 70%. Entre as 23 atividades avaliadas, apenas 13 mostraram crescimento, com destaque para os espetáculos de dança e peças teatrais.
Causas do afastamento das atividades presenciais
As razões para a diminuição da participação em eventos culturais presenciais incluem questões financeiras (34%) e preocupações com a segurança (31%). O cansaço e a falta de tempo também foram citados como barreiras. A pesquisa destaca que a insegurança é sentida de maneira mais intensa pelas classes A e B, que mencionaram maior preocupação com a violência em espaços culturais.
Conclusão
Os dados coletados demonstram que, embora o consumo de streaming continue a crescer, a redução das atividades ao ar livre em 2025 reflete desafios sociais e econômicos que afetam o acesso e a participação em eventos culturais. A pesquisa ressalta a necessidade de políticas que incentivem a inclusão e a segurança nas atividades culturais, especialmente para as classes menos favorecidas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: AFP








