Desafios e custos da reestruturação após conflitos recentes

A reconstrução de Gaza pode custar US$ 70 bilhões e levar décadas, segundo a ONU.
Em Gaza, 14 de outubro de 2023, a reestruturação do território devastado por dois anos de conflito entre Israel e Hamas poderá exigir um investimento de US$ 70 bilhões, segundo a ONU. Essa quantia representa quase metade dos gastos do Plano Marshall, que reergueu a Europa após a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que a recuperação completa possa demorar décadas.
Desafios da reestruturação
A reconstrução de Gaza enfrenta obstáculos significativos, além do custo financeiro. Com 80% das estruturas danificadas ou destruídas, a situação humanitária é crítica, afetando mais de 2 milhões de pessoas. A restauração de serviços essenciais, como hospitais e sistemas de água, é considerada urgente. O economista Marcio Sette Fortes destaca que sem um ambiente pacificado, investimentos massivos não ocorrerão.
Impacto do bloqueio e infraestrutura
O território ainda está sob bloqueio imposto por Israel, dificultando a entrada de materiais e recursos necessários para a reconstrução. A falta de infraestrutura, como ferrovias e rodovias, complica ainda mais o transporte dos materiais necessários. Segundo a ONU, apenas 0,13% dos 61 milhões de toneladas de detritos gerados foram removidos até outubro, evidenciando a gravidade da situação.
Necessidade de apoio imediato
Entre as medidas urgentes, a ONU recomenda a restauração dos sistemas de água e saneamento e a remoção de entulhos para evitar surtos de doenças. A recuperação do ecossistema também é crucial para melhorar as condições de saúde e segurança alimentar, uma vez que a destruição resultou na perda de 97% das árvores e 82% das plantações na região, aumentando a crise alimentar.
Medidas para o futuro
As etapas iniciais da reconstrução exigirão US$ 20 bilhões nos próximos anos, focando na recuperação dos serviços mais urgentes. No entanto, a remoção de munições não detonadas pode levar de 20 a 30 anos, complicando ainda mais a recuperação da área. O futuro da reconstrução de Gaza dependerá de um esforço conjunto de países árabes, da União Europeia, Canadá e Estados Unidos, que já demonstraram disposição em contribuir.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








