Estudo revela que destinação inadequada de materiais recicláveis impacta economia fluminense.

Relatório da Firjan indica que reciclagem de materiais pode gerar 40,6 mil empregos e R$ 11,6 bilhões ao ano no RJ.
Reciclagem poderia gerar mais de 40 mil empregos no RJ
Um estudo da Firjan indica que a destinação incorreta de materiais recicláveis no Rio de Janeiro impede a geração de 40,6 mil empregos diretos e indiretos. O relatório, intitulado “Mapeamento dos Recicláveis Pós-Consumo no Estado do Rio de Janeiro”, revela que anualmente mais de 2,5 milhões de toneladas de materiais como plástico, papel e vidro são descartados em aterros sanitários. Essa prática resulta em uma perda de R$ 11,6 bilhões que poderiam ser gerados com a reciclagem desses insumos.
Impactos da reciclagem na economia fluminense
De acordo com a especialista em sustentabilidade Carolina Zoccoli, o Rio de Janeiro, embora seja um grande gerador de resíduos, não aproveita adequadamente essas oportunidades. “O que observamos é que o Rio de Janeiro perde mais de 2,5 milhões de insumos que têm potencial de reciclagem e que vão parar nos aterros”, explica Zoccoli. O estudo destaca a necessidade de melhorar a infraestrutura e formalizar as cooperativas de catadores para aumentar a taxa de reciclagem.
Desafios enfrentados pelo setor
Apesar do crescimento na cadeia produtiva da reciclagem, a Firjan ressalta que ainda não é suficiente para atender a demanda no estado. A falta de uma estrutura intermediária entre cooperativas e indústrias recicladoras é um dos principais gargalos que precisam ser superados. Zoccoli enfatiza que a separação correta dos resíduos na fonte é fundamental para evitar perdas.
Conclusão
O relatório da Firjan não apenas revela o potencial econômico da reciclagem, mas também propõe soluções para transformar a atual realidade do setor no Rio de Janeiro. Com um melhor aproveitamento dos materiais recicláveis, o estado pode não apenas criar empregos, mas também gerar uma significativa renda, beneficiando toda a economia local.








