Ubai al-Aboudi fala sobre a vida sob a ocupação israelense

Ubai al-Aboudi relata como a vida sob ocupação se agravou após o início da guerra, evidenciando as condições extremas dos palestinos.
“É como ver seu irmão sendo assassinado e esperar sua vez.” Ubai al-Aboudi é um cidadão palestino de Ramallah, na Cisjordânia, e falou sobre o aumento de operações israelenses no território palestino ocupado, em paralelo à ofensiva na Faixa de Gaza, e o medo que ronda a população local. Para Aboudi, a situação na Cisjordânia antes do 7 de Outubro já era “longe de ser perfeita”. Ele diz ser indispensável lembrar que os palestinos daquela região vivem sob uma ocupação militar israelense iniciada em 1967, marcada por constantes violações, prisões injustificadas, restrições de movimentação e impedimentos à atividade econômica plena.
Após o ataque terrorista do Hamas e o consequente início da ofensiva de Tel Aviv em Gaza, Aboudi afirma que o regime colonial de apartheid “usou ainda mais esteroides para cometer genocídio”. O que se seguiu foi um aumento drástico em operações militares, perpetuando um sistema que trata os palestinos como “subumanos” enquanto os colonos judeus detêm todos os direitos.
Aumento da repressão
Durante a ofensiva em Gaza, Tel Aviv declarou 24 mil dunams de terras palestinas como território do Estado de Israel, um aumento sem precedentes. Em contraste, entre 2000 e 2023, apenas pouco mais de 23 mil dunams foram declarados. Essa prática resulta em um cotidiano brutal: Aboudi menciona que uma viagem de 40 km entre Ramallah e Nablus pode levar 7 a 8 horas devido a centenas de postos de controle israelenses.
Direitos humanos e resistência
O trabalho de Aboudi em direitos humanos também é dificultado por ações israelenses. O Centro Bisan para Pesquisa e Desenvolvimento, onde ele é diretor, foi rotulado como terrorista por Israel em 2020. Em resposta, Aboudi expressa sua crença na esperança do povo palestino e na necessidade da comunidade internacional de agir. “Nós, palestinos, ensinamos a vida, ensinamos a esperança e acreditamos que o amanhã trará novas oportunidades”, conclui.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








