Ratinho Jr diz: “Não trabalho para o sindicato, trabalho para o povo” em resposta à manifestantes


Governador diz que manifestações são legítimas, mas reforça que sua prioridade é atender a população

Durante agenda oficial no interior do Paraná nesta semana, o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) foi recebido com um protesto de professores estaduais, organizado por integrantes do sindicato da categoria. A mobilização aconteceu próximo à entrada do local onde o chefe do Executivo participava de um evento, reunindo dezenas de manifestantes com faixas, cartazes e palavras de ordem contra a atual política educacional do Estado.

sindicato
Foto: Reprodução

Questionado por jornalistas sobre a manifestação, Ratinho Jr respondeu de forma categórica: “Eles têm que fazer manifestação mesmo, que eu não atendi eles há sete anos e não vou atender”. Em seguida, reforçou sua posição: “Eu não trabalho para o sindicato, trabalho para o povo”, destacando que, em sua visão, a prioridade da gestão estadual é atender às necessidades da população em geral, e não pautas corporativas.

Contexto da mobilização

O ato foi convocado pelo sindicato dos professores estaduais, que reivindica reajustes salariais, melhorias na estrutura das escolas e avanços no plano de carreira da categoria. De acordo com os organizadores, a paralisação simbolizou o descontentamento de parte dos educadores com o atual cenário da educação pública no Paraná, além de cobrar abertura de diálogo com o governo estadual.

Apesar da mobilização, o evento oficial seguiu normalmente. A segurança do governador reforçou o esquema de acesso ao local para evitar confrontos, e não houve registros de tumulto ou ocorrências graves.

Posição do governo

Em nota, o governo estadual afirmou que mantém investimentos robustos na rede pública de ensino, citando a modernização de escolas, programas de capacitação para professores e ampliação do acesso à tecnologia educacional. A administração também ressaltou que o diálogo institucional com representantes da educação continua aberto, mas que as demandas sindicais “devem considerar a responsabilidade fiscal e as prioridades da população”.

Ratinho Jr reiterou que sua gestão tem buscado equilibrar investimentos em diversas áreas, como segurança, infraestrutura e saúde, sem comprometer o orçamento do Estado. “Nosso compromisso é com os 11 milhões de paranaenses, com políticas que gerem resultados para todos, não apenas para um grupo específico”, afirmou.

Repercussão

As declarações do governador dividiram opiniões nas redes sociais. Apoiadores elogiaram a postura firme contra pressões corporativas. Integrantes do sindicato prometeram intensificar a mobilização nos próximos meses, com novas ações programadas em diferentes cidades do Paraná.

Lideranças sindicais responderam às declarações de Ratinho Jr, afirmando que o governo “ignora há anos” as reivindicações dos professores. Para eles, a ausência de diálogo demonstra falta de compromisso com a valorização dos profissionais da educação e prejudica a qualidade do ensino oferecido aos estudantes da rede pública.

Educação no centro do debate

A educação tem sido um dos temas mais debatidos na gestão de Ratinho Jr. O governo afirma ter ampliado o número de escolas em tempo integral e lançado programas para modernização da infraestrutura e inclusão digital, mas enfrenta resistência de parte da categoria docente, que cobra melhorias salariais e valorização profissional.

Analistas políticos avaliam que o embate entre o Executivo estadual e sindicatos tende a ganhar força no segundo semestre, à medida que novas pautas salariais forem discutidas. A postura do governador, que defende priorizar políticas públicas de impacto amplo, deve continuar sendo um ponto de tensão com setores organizados da educação.

Com a promessa de manter o foco em investimentos estruturantes e programas voltados ao conjunto da população, Ratinho Jr sinaliza que não pretende ceder a pressões específicas, mesmo diante de novos protestos de professores. Para o governador, manifestações fazem parte da democracia, mas a gestão estadual seguirá guiada pelo que considera serem os interesses da maioria.

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