Racismo ambiental na agenda climática


Desafios e compromissos globais

Racismo ambiental na agenda climática
Foto: Governo Federal

A Declaração de Belém destaca o racismo ambiental como uma crise de justiça racial que afeta comunidades vulneráveis.

No dia 7 de novembro de 2025, durante a cúpula do clima em Belém, foi divulgada a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental, destacando que a crise ecológica global também é uma crise de justiça racial. A declaração conclama todas as nações a cooperarem no combate ao racismo ambiental, reconhecendo que o desenvolvimento sustentável só será alcançado quando forem eliminadas as desigualdades que afetam de forma desproporcional pessoas afrodescendentes, povos indígenas e comunidades vulneráveis.

Desafios da Declaração

O principal desafio não é apenas obter adesões ao documento, mas assegurar que ele não se restrinja à retórica. A declaração, endossada por países como Brasil, Colômbia e África do Sul, é resultado de um esforço conjunto entre organizações da sociedade civil e governos, promovido por movimentos negros brasileiros. A definição de racismo ambiental, conforme apresentada na declaração, refere-se a políticas que expõem desproporcionalmente essas comunidades a danos ambientais e riscos climáticos.

Impactos e a necessidade de ações

É amplamente reconhecido que as crises ambientais e climáticas impactam mais gravemente comunidades negras e indígenas, afetando sua cultura, saúde e meios de subsistência. A Declaração de Belém representa um avanço inédito na diplomacia ambiental, ao afirmar que a crise climática deve ser enfrentada juntamente com as desigualdades raciais e coloniais. Esse reconhecimento é essencial para reconfigurar as negociações multilaterais e reposicionar o Sul Global como protagonista na agenda climática.

Próximos passos

As ações concretas são imprescindíveis, especialmente em um cenário onde interesses econômicos ainda favorecem setores como a mineração e a indústria fóssil. O sucesso da Declaração de Belém dependerá da capacidade de transformar compromissos formais em ações efetivas que abordem o racismo ambiental e promovam justiça racial. Sem isso, não haverá justiça climática nem um futuro sustentável.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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