Desempenho inesperado revela dependência do mercado americano

As exportações da China caíram 1,1% em outubro, o pior desempenho desde fevereiro, refletindo a dependência do mercado americano.
Queda das exportações da China
Em 7 de novembro de 2025, as exportações da China tiveram uma queda inesperada de 1,1% em outubro, o pior desempenho desde fevereiro, evidenciando a dependência do país em relação aos consumidores norte-americanos. Após meses de antecipação de pedidos para evitar tarifas impostas por Donald Trump, a situação atual sugere uma possível desaceleração na demanda externa.
Impacto da guerra comercial
A China, a segunda maior economia do mundo, tem se esforçado para diversificar seus mercados de exportação, especialmente após a vitória de Trump nas eleições. Apesar desses esforços, as vendas anuais para os EUA superam os US$ 400 bilhões, representando uma perda significativa para a economia chinesa. Economistas estimam que essa dependência reduziu o crescimento das exportações em cerca de 2 pontos percentuais, ou aproximadamente 0,3% do PIB.
Desempenho das exportações
Os dados alfandegários revelam que, além da queda geral, as exportações para os EUA caíram alarmantes 25,17% em relação ao ano anterior. Enquanto isso, as exportações para a União Europeia e as economias do Sudeste Asiático cresceram apenas 0,9% e 11%, respectivamente. As análises indicam que os fabricantes chineses podem ter esgotado a capacidade de envio de produtos, o que poderia complicar ainda mais a situação no quarto trimestre de 2025.
Perspectivas futuras
Economistas como Zhang Zhiwei, da Baoyin Capital Management, alertam que a China poderá precisar depender mais da demanda interna, já que a corrida para enviar mercadorias antes do aumento das tarifas parece ter diminuído. Com a economia global desacelerando, o cenário se torna ainda mais desafiador para o primeiro semestre de 2026.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








