Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama, destaca a situação crítica

Rodrigo Agostinho afirmou que a qualidade do ar no Brasil é um tema negligenciado, ressaltando a falta de infraestrutura de medição.
Na última segunda-feira (3), Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama, participou do programa Roda Viva, onde discutiu a crítica situação da qualidade do ar nas cidades brasileiras. Ele reconheceu que, apesar de avanços legislativos, como a Política Nacional de Qualidade do Ar e o programa Proconve, a poluição atmosférica é um problema complexo que não se restringe apenas às emissões de veículos.
Impactos da poluição nas cidades
Agostinho destacou que o material particulado mais fino, proveniente de veículos, é quase indetectável e causa sérios problemas à saúde. Ele também mencionou os impactos das queimadas, especialmente nas regiões amazônicas e no Pantanal, onde a qualidade do ar se deteriorou significativamente após temporadas de incêndios. Isso resultou em uma redução da expectativa de vida das pessoas em áreas onde, teoricamente, o ar deveria ser puro, devido à presença da floresta.
Carência de infraestrutura de medição
O presidente do Ibama enfatizou que a qualidade do ar é um tema negligenciado no Brasil. Segundo ele, a infraestrutura de medição é insuficiente, com muitas regiões do país sem os medidores necessários. Agostinho pediu a instalação de uma rede de sensores e telemetria para garantir a qualidade do ar para a população brasileira.
Participação no programa
Durante a entrevista, participaram da bancada de entrevistadores jornalistas e ambientalistas de renome, como Luis Felipe Azevedo e Jaqueline Sordi, que trouxeram à tona questões relevantes sobre o meio ambiente e a necessidade de ações efetivas no país.
O programa, apresentado por Vera Magalhães, foi transmitido ao vivo e está disponível nas plataformas digitais da TV Cultura.
Notícia feita com informações do portal: cultura.uol.com.br








